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Correio da Manhã

Portugal
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Agredida em casa por jovem burlona

Uma octogenária de Mirandela foi burlada, agredida e sequestrada dentro da sua residência por uma jovem burlona, que lhe levou cerca de 500 euros.
14 de Março de 2007 às 00:00
Judite Pereira foi agredida por uma jovem burlona, mas reagiu e ainda ficou com algumas notas
Judite Pereira foi agredida por uma jovem burlona, mas reagiu e ainda ficou com algumas notas FOTO: d.r.
Judite Arminda Pereira, 81 anos, foi abordada cerca das 13h30 de sábado, por uma jovem desconhecida quando apanhava sol encostada ao muro do Hospital de Mirandela. “Disse-me que vinha de França e que conhecia o meu filho, que lhe tinha pedido para levantar uma encomenda em Portugal mas que não tinha dinheiro para o fazer. Até sabia que aquele dia era o do meu aniversário. Como ela sabia tudo isto, confiei no que me dizia”, contou a idosa ao CM.
Judite Pereira deixou que a jovem lhe entrasse em casa para ir buscar o dinheiro necessário para levantar a tal encomenda, mas a certa altura tudo se precipitou. “Quando me viu com o dinheiro todo que tinha em casa na mão, deu-me um safanão e tirou-me as notas. Atirei-me a ela para tentar recuperar o meu dinheiro, mas ela era mais forte e meteu-me a cabeça na cama, quase me asfixiando”, relata Judite Pereira. Apesar de dominada, a octogenária conseguiu dar um pontapé na burlona, que perante a determinação da idosa, fugiu, “deixando ainda algumas notas espalhadas pelo chão”.
António Pereira, 78 anos, marido, diz que quando lhe deram a notícia só teve uma preocupação. “Queria saber se lhe tinham batido, porque ela é muito doente e qualquer coisa podia ser fatal. Isto serviu-me de lição, já não tenho mais dinheiro em casa”, desabafou.
DEU 5 MIL EUROS A DOIS BURLÕES
Um comerciante de Estarreja entregou cinco mil euros a dois burlões que o abordaram num parque de estacionamento. Os dois homens, de cerca de 50 anos, diziam querer saber informações sobre outro comerciante a quem o pai deles teria ficado a dever 20 mil euros e que agora, “às portas da morte”, se queria redimir, pretendendo pagar a tal dívida. Mostraram-lhe um molho de notas, onde alegadamente estariam 7500 euros, que lhe dariam em troca de cinco mil que ele se prontificou em ir levantar ao banco. A troca foi efectuada, após o que os burlões convenceram o comerciante a ir aos correios comprar um selo, aconselhando-o a confiar-lhes novamente os 7500 euros. Aceitou, e, quando voltou, já os burlões tinham desaparecido.
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