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Correio da Manhã

Portugal
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AGREDIDO COM CATANA

Um indivíduo foi golpeado com uma catana, tendo sofrido ferimentos com gravidade na cabeça e no tórax na sequência de uma zaragata com um colega de trabalho.
27 de Abril de 2003 às 00:00
A vítima, Vergêncio Dias Rocha, de 54 anos, natural de S. Tomé e Príncipe, encontra-se internada no Hospital S. José, em Lisboa. O alegado agressor, Simão da Horta, natural de Cabo Verde, foi detido pela PSP de Chelas.
De acordo com informações apuradas pelo nosso jornal, Simão da Horta terá desferido três golpes com uma catana no seu colega. Dois atingiram-no no tórax e um na cabeça. Tudo se passou quando ambos discutiam por razões que se desconhecem.
O desacato ocorreu pelas 00h30 de ontem nas camaratas dos cantoneiros da Câmara Municipal de Lisboa, instalações situadas na Estrada de Chelas. Aí residem dez cantoneiros de limpeza da autarquia, alguns a viver no local há mais de vinte anos. São trabalhadores que, não tendo onde viver, ocupam um espaço cedido pela câmara.
Marcas de sangue
“Por vezes há divergências entre nós, discutimos, mas nunca houve um caso como este de agressão tão grave”, referiu ontem ao nosso jornal José Mendes Teixeira, auxiliar de serviços gerais de limpeza. José Teixeira estava a dormir quando tudo começou. Contudo, foi chamado para socorrer os companheiros.
“A primeira coisa que eu fiz foi chamar o 112. A ambulância chegou e levou o Vergêncio para o Hospital de S. José. Depois apareceu a Polícia, que tomou conta da ocorrência e prendeu o Simão”, explicou José Mendes Teixeira.
“Eu não sei a razão que motivou a discussão e a agressão entre eles os dois, porque estava a dormir. Eles é que depois vieram chamar-me. O Vergêncio estava a deitar muito sangue, por isso preocupei-me em primeiro lugar em chamar a ambulância, que foi rápida a chegar”.
José Teixeira julga que a discussão seguida de agressão terá começado no quarto dos intervenientes. O sangue ainda ontem de manhã não tinha sido limpo do chão da sala-de-estar das camaratas. Eram bem visíveis a marca dos dedos dos pés do agredido.
O acontecimento entristeceu o grupo, que não consegue compreender a razão da violenta altercação. O encarregado dos Serviços de Higiene e Limpeza da Câmara de Lisboa deslocou-se ao local da ocorrência, a fim de se informar do que se passou.
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