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Correio da Manhã

Portugal

Agressão mortal leva a consultas

Armando Silva agrediu o padrasto após uma discussão. Joaquim Pinho viria a morrer duas semanas depois, no Hospital de S. Sebastião, em Santa Maria da Feira e Armando foi acusado de ofensas à integridade física agravadas por resultado. Ontem, foi condenado pelo tribunal a quatro anos de internamento, suspensos mas com a obrigação de frequentar consultas de psiquiatria. "O tribunal considerou-o inimputável, apesar de o relatório médico não o dizer textualmente", justificou o presidente do coletivo de juízes.

1 de Março de 2013 às 01:00

Para esta decisão, explicou ainda o juiz, pesaram as declarações dos médicos que avaliaram Armando e concluíram que o homem de 49 anos tem graves problemas cognitivos e que, quando discutiu com o padrasto, não tinha a certeza do que estava a fazer.

As agressões ocorreram no dia 14 de dezembro de 2010, à porta de casa da família, em Escapães, Santa Maria da Feira. Após uma discussão, Armando agrediu Joaquim com violência e empurrou-o. A vítima bateu com a cabeça num poste e acabou por morrer, duas semanas depois, na sequência de complicações posteriores ao internamento.

Em tribunal, Armando Silva confessou o empurrão, mas negou a agressão a murro, assim como os pontapés e as pisadelas, já quando o padrasto estava caído e que constavam também na acusação.

"Ele chamou-me chulo e drogado e não me queria dentro de casa. Discutimos, mas só o empurrei, não lhe fiz mais nada", justificou Armando.

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