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Correio da Manhã

Portugal
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AGRESSOR DE GNR DETIDO

Um jovem de 16 anos, filho de africanos, foi detido ontem pela GNR à porta de casa, no Cacém, acusado da autoria da agressão à facada a um militar da GNR de Rio de Mouro, Sintra, noticiada ontem pelo CM. Presente ao Tribunal de Sintra, o indivíduo recolheu em prisão preventiva à cadeia de Caxias. A vítima da facada foi assistida no Hospital Amadora-Sintra, tendo já recebido alta.
18 de Novembro de 2003 às 00:00
Na origem de toda esta situação esteve uma ‘barulhenta’ festa de aniversário, realizada num dos apartamentos do n.º 15 da Rua Bartolomeu Dias, em Rio de Mouro. Mobilizada para o local, uma patrulha de três militares da GNR local tentou pôr cobro à situação, mas acabou por ser obrigada a separar três indivíduos, que se envolveram em confrontos à porta do prédio.
Um dos elementos em conflito foi prontamente detido, o que levou cinco outros participantes na festa de aniversário a tentar libertá-lo, lançando injúrias e até agressões contra os militares da GNR. No meio da tensão que se gerou, um dos membros da patrulha de Rio de Mouro, um soldado de 22 anos, foi ferido com um golpe de arma branca por baixo da axila esquerda, o que obrigou a que fosse transportado para o Hospital Amadora-Sintra. A chegada de reforços levou a que quatro membros do grupo agressor fossem detidos, perto do local dos distúrbios. No entanto, a fuga do principal suspeito obrigou à continuação das investigações, tendo o autor da facada sido detido, na manhã de ontem, no Cacém.
Para além de prisão preventiva ao agressor e a outro indivíduo, o juiz do Tribunal de Sintra decretou apresentações semanais no posto da GNR aos restantes quatro detidos.
'FECHEI LOGO A MINHA PORTA'
A confusão que se gerou, ao final da tarde de domingo, na Rua Bartolomeu Dias, em Rio de Mouro, levou a que muita gente optasse por procurar abrigo. Uma dessas pessoas, um comerciante que preferiu manter o anonimato, apercebeu-se dos confrontos entre a GNR e o grupo de desordeiros, quando viu “três indivíduos a correrem, a alta velocidade, em direcção à estação da CP”. “Na altura não percebi muito bem o que se passava, mas por precaução fechei logo a porta do café”, referiu. As explicações só surgiram algum tempo depois quando, a cobro da segurança proporcionada pela GNR, o nosso interlocutor conseguiu perceber que um militar havia sido esfaqueado. “É triste a violência ter chegado a este ponto. Se o problema era o barulho, por que razão não puseram a música mais baixa”, questionou.
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