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Correio da Manhã

Portugal
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Agressor de idoso que morreu diz não se lembrar de nada

O estudante estrangeiro acusado de agredir brutalmente um homem de 60 anos, que acabou por morrer dias depois, alegou esta sexta-feira no Tribunal de Braga, não se lembrar de nada, justificando este ‘apagão’ com o excesso de bebida.

24 de Fevereiro de 2012 às 15:35
Acusação alega que arguido agiu de "maneira bruta e absolutamente injustificada"
Acusação alega que arguido agiu de 'maneira bruta e absolutamente injustificada' FOTO: Ricardo Cabral

O arguido, aluno na Universidade Católica de Braga, garante que não se lembra de nada do que aconteceu na madrugada de 9 de Abril de 2011, quando deu um pontapé no peito de um sexagenário.

Na primeira audiência do julgamento, o jovem disse que no dia dos factos bebeu grandes quantidades de 'shots', tequilha e cerveja, para esquecer o desgosto provocado pela notícia de que os pais da namorada, na altura grávida de sete meses, a quereriam levar para Cabo Verde.

Aproveitando o facto de nesse dia haver uma promoção de ‘shots’ num bar da cidade de Braga, o arguido bebeu "muito mais do que era habitual" e, segundo alegou, não se lembra de nada do que aconteceu depois de sair desse estabelecimento.

Segundo a acusação, o jovem estudante e alguns amigos foram depois para uma roulotte de bifanas, onde ingeriram mais bebidas alcoólicas.

Pouco depois, o arguido terá dado um violento pontapé no peito de um transeunte, de 60 anos e localmente conhecido por ‘Lopinhos’.

A vítima bateu com a cabeça no chão e ficou inanimado, a sangrar por um dos ouvidos. Três dias depois, o sexagenário acabou por morrer no Hospital de Braga, não resistindo às lesões crânio-encefálicas que sofreu.

Segundo a acusação, o arguido agiu "de forma gratuita e inopinada", para "demonstrar que sabia artes marciais", actuando de "maneira bruta e absolutamente injustificada".

O jovem foi detido pela Polícia Judiciária de Braga, mas acabou por ser libertado pelo juiz de instrução criminal, que apenas lhe aplicou termo de identidade e residência.

O estudante responde agora pelo crime de ofensa à integridade física qualificada, agravado pela consequente morte da vítima.

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