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Correio da Manhã

Portugal
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Agressor volta a casa

Chegou bêbado a casa e foi até à cozinha. Agrediu e ameaçou a mulher e filhos com a maior faca que lá encontrou. Pôs os três na rua e barricou-se com o bebé da família, a filha recém-nascida. Só se entregou à GNR quatro horas depois. O angolano rendeu-se no domingo à noite, na Baixa da Banheira, Margem Sul do Tejo – mas, presente ao juiz, voltou logo a casa no dia seguinte.
29 de Agosto de 2007 às 00:00
Depois de ouvido em Tribunal, o homem voltou para casa
Depois de ouvido em Tribunal, o homem voltou para casa FOTO: Vasco Varela
Era 01h00 quando os vizinhos foram acordados pelos gritos de uma menina de seis anos a correr à frente do pai, um homem de 50 anos, com a faca da cozinha em punho. O filho tinha-se escapado e a mulher escondeu-se em casa da vizinha, Ana Costa, também no Lote 8 da Rua Francisco Miguel.
Outra vizinha passava na zona e só teve tempo de pegar na miúda ao colo – enquanto o pai a ameaçava de morte. Ouviu-se o homem gritar-lhe frases como “Dá-me já a miúda senão eu mato-te” e “chamem a polícia à vontade que eu vou matá-la”, recordou ao CM Antonieta Correia, que assistiu à cena. O agressor expulsou a família “a pontapé” e voltou ao rés-do-chão do prédio, onde já só restava a filha recém-nascida – “ainda nem tem um mês de vida”.
Manteve-a sequestrada durante quatro horas, abrindo a porta e entregando a faca “com uma enorme lâmina” já passava das 05h00. Foi convencido por uma equipa da GNR e pela mulher, mal refeita da “boca a sangrar e os lábios inchados da agressão”, além da recuperação própria do parto por cesariana.
“Ele exigia que a mulher entrasse sozinha em casa para entregar a filha à polícia, mas era perigoso e o máximo que ela fez foi aproximar-se da porta para conversar”, conta Antonieta Correia, “até que finalmente o conseguiram convencer a sair”.
O pesadelo da família foi suspenso pela detenção do agressor, mas, depois de passar pelos calabouços da GNR da Baixa da Banheira, o pedreiro foi ouvido no Tribunal da Moita e, na segunda-feira, já foi dormir a casa. Espera julgamento com Termo de Identidade e Residência.
"AMBULÂNCIA DEMOROU HORAS"
A GNR da Baixa da Banheira recebeu o alerta e, “em pouco tempo, estavam três carros-patrulha na rua Francisco Miguel”. As negociações com o barricado demoraram quatro horas. A mulher do angolano foi agredida e recupera ainda de um parto por cesariana. Antonieta Correia, uma das testemunhas disse ao CM que “a ambulância só chegou já depois das 04h00, horas depois de ter sido chamada” . O casal tem cinco filhos (dois não estavam em casa) e a família está outra vez junta.
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