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Correio da Manhã

Portugal

Agride mulher e GNR

O medo está instalado nas ruas de Monte Gordo, devido aos ataques regulares, nos últimos 20 dias, de um homem que ameaça e agride comerciantes para roubar tabaco, jornais, dinheiro, roupa, comida e até jóias.
25 de Outubro de 2011 às 01:00
Lúcia Gonçalves já foi atacada e teme que tudo acabe em tragédia
Lúcia Gonçalves já foi atacada e teme que tudo acabe em tragédia FOTO: Nuno Jesus

Ontem, aconteceu o último ataque que acabou com a agressão a um militar da GNR. Antes agrediu no peito a funcionária de um quiosque, quando tentava retirar tabaco sem autorização. O homem, ex-segurança alegadamente com problemas psiquiátricos, foi detido pela GNR. É hoje ouvido no Tribunal de Vila Real de Santo António. Depois das várias queixas já apresentadas, a população teme que volte a sair em liberdade.

"Anda toda a gente aterrorizada e nem a GNR nem o tribunal fazem nada. Isto só vai acabar quando morrer alguém", lamentou, exaltada, ao CM, Lúcia Gonçalves, funcionária do quiosque Central, também já agredida pelo homem que, para assustar mais, costuma andar com um cão pitbull, sem açaime.

"Hoje ele estava possuído. Tentou entrar no balcão para tirar tabaco, tentei impedi-lo e ele deu-me uma chapada no peito", recordou Angela Gomes, a funcionária do quiosque ontem agredida e que teve de receber assistência médica. A GNR surpreendeu o homem em flagrante e conseguiu detê-lo, apesar da agressão a um militar.

A situação levou a uma reunião de urgência, ontem, entre comerciantes, GNR e presidente da Câmara de Vila Real de Santo António. Também apreensiva está a Associação Profissional da Guarda. "Há um sentimento de impunidade que leva a agressões a militares e isso está a tirar autoridade à GNR", diz o dirigente Daniel Saúde.

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