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Aguaceiros alagam Montijo

Com a forte chuvada registada ontem à tarde as ruas da zona ribeirinha do Montijo ficaram completamente inundadas. Tampas de esgoto saltaram, dejectos saíram pelas sanitas, casas e lojas ficaram repletas de água. A cidade paralisou na zona baixa.

15 de junho de 2006 às 00:00

Foi pelas 15 horas que a chuva intensa se abateu sobre aquela cidade da margem sul do Tejo. O mesmo se verificou em Lisboa e em diversas localidades do centro e sul do País. As previsões apontam para a continuação de aguaceiros fortes no Centro e Sul e só depois de dia 21 é que se espera que o tempo melhore.

A zona ribeirinha do Montijo, formada por edificações antigas. transformou-se num esgoto a céu aberto, com a inundação a atingir mais de 50 centímetros de altura. Outras zonas da cidade foram também afectadas por cheias, obrigando à evacuação de duas escolas e ao corte de algumas vias.

Para repor a normalidade nas ruas da cidade, os Bombeiros Voluntários do Montijo tiveram de ser assistidos por elementos de corporações de Alcochete, Barreiro e Moita. No local estiveram mais de 40 homens e onze viaturas.

As inundações provocaram prejuízos nas habitações de muitos moradores, que apontam o dedo à Câmara Municipal. “Não limpam as sarjetas e as caixas de esgotos e agora está tudo entupido”, disse Maria Alice Matos, que ficou com a sua casa repleta de dejectos.

O grande crescimento populacional registado na cidade e as obras a decorrer junto ao Cais das Faluas são outros factores que podem ter contribuído para a saturação do sistema de esgotos, o qual transbordou com as chuvas.

Mesmo depois de reposta a normalidade sentia-se um INSTABILIDADE CONTINUA

O tempo instável vai continuar até a próxima quarta-feira, são as previsões meteorológicas, admitindo-se que hoje a situação seja pior que ontem.

Aguaceiros, por vezes intensos e trovoadas um pouco por todo o País vão marcar os dias mais próximos, devido a um centro de baixas-pressões situado a sudoeste da costa do Algarve.

No sábado espera-se maior intensidade de vento que, em média, soprará sobre os dez quilómetros por hora. No Sul, a melhoria do estado do tempo registar-se-á a partir de sábado e no Norte só na quarta-feira, dia 21.

PRAIAS ESTÃO ABERTAS

Os concessionários de praias do Algarve estão proibidos de fechar as estruturas de apoio devido ao mau tempo, como fizeram anteontem em Armação de Pêra. Os empresários alegam que o fizeram porque “não estava ninguém na praia”, pelo que dispensaram os nadadores-salvadores.

A Polícia Marítima fiscalizou a zona ao fim do dia, altura em que foram reabertas as zonas balneares por estarem fechadas irregularmente. O comandante da capitania do Porto de Portimão, Marques Pereira, refere que desde que emitidas as licenças de funcionamento, processo que está atrasado devido à entrada em vigor da nova lei, as concessões não podem fechar.

CENTRO. Em cidades como Castelo Branco, Viseu, Tomar e Caldas Rainha, choveu com intensidade, sobretudo durante a noite e parte da manhã. Os bombeiros, nestas cidades, não receberam pedidos de socorro.

LEIRIA. O mau tempo trouxe trovoadas fortes acompanhadas por relâmpagos intensos que iluminaram a noite. A cidade foi fustigada por chuva intensa. A Protecção Civil, apesar do mau tempo, não registou qualquer pedido de socorro.

LISBOA. A capital esteve sob aguaceiros fortes. Durante a manhã, os sapadores bombeiros foram chamados, por pequenas inundações, ao Bairro Alto, a Alfama, Mouraria e Cais do Sodré. Em Benfica caiu uma árvore, sem danos.

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