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Correio da Manhã

Portugal
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Aldeia ameaçada por fogo florestal

Um incêndio de grandes dimensões destruiu ontem de madrugada cerca de 100 hectares de eucaliptal e mato em Mortágua. O fogo fora de época, que chegou a mobilizar 167 bombeiros, eclodiu às 20h00 de sexta-feira em Eirigo, na sequência de uma queimada, realizada por um homem, de 72 anos, já identificado pela GNR.
28 de Janeiro de 2007 às 00:00
De acordo com os bombeiros, apesar do intenso frio que se fazia sentir – as temperaturas oscilaram entre os zero e dois graus negativos –, o fogo rapidamente ganhou grandes proporções e ficou fora de controlo, apesar da rápida activação dos meios de combate. “Tivemos de utilizar uma força ‘musculada’ para conseguir travar as chamas, que foram tocadas por um vento com rajadas superiores a 80 quilómetros por hora”, disse ontem ao CM César Fonseca, comandante Distrital das Operações de Socorro de Viseu, que coordenou os meios no local, salientando que “não é normal” um incêndio “destas dimensões” em Janeiro. “O eucalipto é uma árvore que arde bem, mesmo nesta altura e retira humidade aos solos”, adiantou.
Quem não ganhou para o susto foram os habitantes da aldeia de Eirigo, que, enquanto combatiam o frio em suas casas, se viram ameaçados pelas violentas frentes de fogo. Clélia Ferreira ficou “abismada” com a força do incêndio, mas também “assustada”. “Conforme estava o vento, se o fogo passasse o rio, ficávamos aqui todos queimados”, diz a popular, adiantando que os bombeiros “protegeram as casas”. “Nunca vi assim um fogo tão forte em Janeiro”, desabafa Albino Duarte, de 79 anos.
O incêndio, que só ficou circunscrito às 05h00, foi combatido por 167 bombeiros de 13 corporações dos distritos de Viseu e Aveiro.
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