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Correio da Manhã

Portugal

Aldeias de crianças SOS lançam alerta

As ‘mães’ que nas últimas décadas educaram crianças órfãs e abandonadas acolhidas nas Aldeias SOS começam agora a entrar na reforma, criando um sério problema à instituição, que lança o alerta: “Mães Procuram-se.”
11 de Julho de 2006 às 00:00
O projecto nasceu há 38 anos em Portugal, com a construção da Aldeia de Bicesse, em Cascais, onde actualmente vivem 61 crianças que deverão permanecer na instituição até se tornarem independentes, com a ajuda das mães sociais.
Infelizmente, as primeiras ‘mães’ começam a entrar na idade da reforma e a instituição está com dificuldades em encontrar substitutas à altura.
Das sete ‘mães’ de Bicesse, duas estão na aldeia há mais de 25 anos, uma tem 21 anos de casa e as outras são um pouco mais novas.
No entanto, contratar quem esteja disposto a assumir a responsabilidade de educar uma família parece ser “tarefa quase impossível” e a instituição não quer apresentar às crianças uma ‘mãe’ que o é apenas enquanto não encontra um emprego melhor.
As características necessárias para candidatura ao cargo são: “mais de 27 anos; gosto por crianças; disponibilidade total, sem compromissos familiares; carácter equilibrado e estável e escolaridade mínima obrigatória”.
Na casa da ‘mãe’ Emília, de 51 anos, há nove ‘filhos’ e os mais velhos ajudam os outros. Emília também gostaria de “ver chegar à aldeia sangue novo” para educar as crianças, mas sabe que os tempos são outros: “Quando vim para aqui trabalhar nem pensava em dinheiro, vim pelo espírito de missão, para dar uma ‘mãe’ a quem foi recusado esse direito”.
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