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Correio da Manhã

Portugal
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ALERGIAS REÚNEM ESPECIALISTAS EM LISBOA

Os maiores especialistas europeus em alergias estão reunidos em Lisboa, em conferência destinada a debater um novo programa para a qualidade do ar doméstico na Europa, uma forma de combate a uma patologia típica do mundo desenvolvido e que tem registado uma franca disseminação nas últimas duas décadas.
26 de Junho de 2003 às 15:22
Alergia é uma doença da modernidade
Alergia é uma doença da modernidade
A 8ª Conferência da Federação Europeia de Alergia e Associações de Doentes com Doenças Alérgicas oferece uma oportunidade soberana para a troca de informações e delineamento de um novo programa de combate à patologia, através do melhoramento da qualidade do ar doméstico. De 1982 a 1995, a incidência de alergias graves a alimentos, por exemplo, aumentou 500 por cento. A factura desta doença na Europa atinge já os 19 mil milhões de euros por ano e não há sinais de regressão.
Os números da incidência de alergias começam a ser assustadores e conferem à patologia características de doença de países ricos. Estudos realizados no final da década de 90 mostraram que entre 10 a 23 por cento da população europeia sofre de rinite alérgica e que 38 por cento desses doentes não procuram assistência médica. O mesmo estudo indica que entre 13 e 38 por cento dos doentes com rinite alérgica sofrem também de asma. Na Primavera, 50 milhões de norte-americanos são afectados por rinite alérgica.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) coloca as alergias no quarto lugar da lista das doenças crónicas mais disseminadas no Mundo, calculando ainda que existem 130 milhões de asmáticos a nível global, com especial incidência nos países desenvolvidos, nomeadamente na Europa, onde entre 8 a 10 por cento da população é asmática.
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