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Correio da Manhã

Portugal
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16 anos de prisão para mulher que assassinou marido com faca de matar porcos ao descobrir amante em Alenquer

Arguida, de 31 anos, confessou parte dos factos em tribunal.
Correio da Manhã 14 de Outubro de 2020 às 14:43
Liliana Lourenço, de 31 anos, está em prisão preventiva e começou a ser julgada
João Manuel Lourenço
Liliana Lourenço, de 31 anos, está em prisão preventiva e começou a ser julgada
João Manuel Lourenço
Liliana Lourenço, de 31 anos, está em prisão preventiva e começou a ser julgada
João Manuel Lourenço
Uma mulher foi esta quarta-feira condenada a 16 anos de prisão por matar o marido com uma faca usada na matança de porcos, em Alenquer.

O crime ocorreu a 18 de agosto do ano passado, em Vila Verde dos Francos, Alenquer. O Ministério Público, acusou a mulher de homicídio qualificado, sustentando que Liliana tinha descoberto três dias antes que o marido tinha uma amante há seis meses.

Ela negou, assumindo apenas que Manuel "andava diferente" e que já não a procurava na intimidade, o que levou a juiz-presidente, Patrícia Machado, a duvidar: "Não a fez pensar nada? Sexo só quando o rei faz anos. Não causou estranheza?" Garantiu que só soube da amante após ser detida, apesar de o marido, ferido de morte, lhe gritar "outra".

Não explicou com clareza porque, antes do crime, telefonou à amante a insultando-a. "Só pedi para deixarem de lhe telefonar porque ele ficava nervoso e batia-me", disse Liliana, numa das muitas vezes que alegou ser vítima de violência doméstica - "batia da maneira que ele queria" -, o que é negado pela família da vítima.

No dia do crime, Manuel matou um porco e "assámos a carne", afirmou. Liliana contou que deu banho aos filhos [de 2 e 11 anos], fez o jantar mais cedo, meteu as crianças a ver "o filme do Tarzan" e foi ter com o marido ao jipe. "Ele tirou a faca, apontou-ma, com olhos esbugalhados, e disse ‘agora vou-te matar’. Eu sacudi-a para junto dos meus pés e enquanto ele me batia procurei algo para me defender e agarrei a faca. Se espetei a direito, ou mais torto...", contou ainda a arguida.
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