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Correio da Manhã

Portugal
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Cerca de 120 presos da cadeia de Vale de Judeus em revolta há dois dias

Reclusos do pavilhão C da prisão na Azambuja exigem o regresso do preso que foi colocado no pavilhão de segurança.
Miguel Curado 5 de Janeiro de 2021 às 21:48
Cadeia de Vale de Judeus
Cadeia de Vale de Judeus

Há dois dias que cerca de 120 presos que cumprem pena no pavilhão C da cadeia de alta segurança de Vale de Judeus, na Azambuja, estão em revolta.

Recusam-se a tomar refeições, exigindo o regresso ao pavilhão C do recluso que foi colocado no pavilhão de segurança depois de, tal como o CM noticiou na segunda-feira, agredir três guardas que o queriam revistar por suspeitas de posse de artigos ilícitos. 

Pelas 19h00 desta terça-feira os presos voltaram, tal como ontem, a recusar o encerramento nas celas. Foi necessária a constituição de equipas especiais de guardas daquele estabelecimento prisional, devidamente equipados, que procederam à remoção de seis presos, considerados instigadores da revolta, para a secção de segurança.

O Grupo de Intervenção em Serviços Prisionais (GISP), unidade de elite especializada em anulação de motins prisionais, está de prevenção desde ontem devido à revolta dos reclusos de Vale de Judeus. Só com dificuldade é que os reclusos foram fechados nas respetivas celas depois das 19h00.

O Pavilhão C de Vale de Judeus é considerado o mais problemático daquela cadeia. Alberga reclusos que cumprem penas iguais ou superiores a 8 anos. Um dos detidos naquele espaço é Pedro Bourbon, o advogado condenado a 25 anos de prisão no processo da Máfia de Braga.
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