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Correio da Manhã

Portugal

Incêndio que ameaçou casas na Penha de França fez cinco feridos

Fogo já está dominado.
Correio da Manhã e Lusa 5 de Setembro de 2019 às 14:08
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Fogo já está dominado.
"Vi labaredas que assustavam um santo". Foi desta forma que a presidente da Junta de Freguesia de São Vicente descreveu o violento incêndio que ameaçou esta quinta-feira casas e obrigou à retirada de pessoas de vários prédios perto da Avenida Mouzinho de Albuquerque, na Penha de França, em Lisboa. A creche da Associação da Penha de França também foi evacuada por precaução, apurou o CM.

Do incêndio resultaram cinco feridos ligeiros, segundo avançou o tenente coronel dos bombeiros sapadores de Lisboa, Tiago Dias. Entre as vítimas, assistidas no local, estão quatro moradores e um bombeiro.

O alerta para o incêndio foi dado cerca das 12h55. Segundo os dados da página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, passadas cerca de três horas e meia, o incêndio foi dado como dominado.

"O incêndio já está extinto, mas persistem pequenos focos dentro das edificações", disse o comandante do RSB de Lisboa, Tiago Lopes.

Ainda no local, perto das 16h00, encontram-se 134 operacionais, 40 meios terrestres e um meio aéreo.

Incêndio perto de casas na Penha de França em Lisboa

Foram criados perímetros de segurança junto ao local do incêndio por uma questão de precaução.

Contactada pela agência Lusa, a presidente da Junta de Freguesia de São Vicente, Natalina Moura, assegurou que "não se trata agora de saber que territórios arderam, mas sim salvaguardar pessoas e bens".

"Vi labaredas que assustavam um santo. Tive um receio brutal com a bomba de gasolina que há na freguesia. O vento mudou de direção por duas vezes e o fogo chegou ao Vale da Eira. Descansei quando soube que tinha sido evacuada a escola básica Rosa Lobato Faria", contou.

De acordo com a presidente da Junta de São Vicente, a "mudança repentina dos ventos levou o fogo a algumas barracas perto da Calçada dos Barbadinhos e da Quinta do Gusmão, uma zona que se encontra muito abandonada".

Natalina Moura rejeita que a autarquia não tenha feito a limpeza dos espaços com mato na freguesia: "Ainda na semana passada tínhamos mandado limpar tudo o que era da nossa responsabilidade e o que por lei se pode fazer, já que, devido ao grau de inclinação dos terrenos, há zonas que não se conseguem limpar", referiu.

"O que a junta limpa era o que a junta podia limpar. Não há equipamentos, nem homens para limpar numa determinada inclinação", insistiu.

Natalina Moura avançou que o incêndio teve origem perto de um supermercado na Penha de França quando "alguém se lembrou de fazer uma pequena fogueira e rapidamente se transformou num inferno".

A responsável adiantou ainda à Lusa que mandou já limpar um canavial existente junto a uma instituição particular de solidariedade social "de forma preventiva".
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