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Cinco detidos em operação da PJ relacionada com tratamentos e análises para o coronavírus

Em causa estão crimes de corrupção ativa e passiva, burla qualificada, falsificação de documento e propagação da doença.
Correio da Manhã 16 de Julho de 2020 às 14:52
Coronavírus
Coronavírus FOTO: EPA

A Polícia Judiciária (PJ) está a realizar esta qinta-feira uma operação de buscas e apreensões em clínicas médicas, em domicílios e sedes de empresas, em estreita colaboração com o Ministério da Saúde e a Ordem dos Médicos.

Em causa estão crimes de corrupção ativa e passiva, burla qualificada, falsificação de documento e propagação da doença.

Em comunicado, a PJ informa que na designada Operação Terapia "está em causa um esquema fraudulento de prestação de tratamentos não comparticipados por qualquer subsistema de saúde, mormente, pelo Instituto de Proteção e Assistência na Doença, I.P. (ADSE, I.P.)".

Foram detidas cinco pessoas, dois homens, com 35 e os 57 anos, e três mulheres, com 32, 59 e 62 anos, todos eles ligados ao ramo da saúde.

"Os atos em investigação relacionam-se com a realização de ozonoterapias, que não são comparticipadas pelos subsistemas de saúde, sendo que também não existe qualquer convenção ou protocolo entre a ADSE e as ditas clínicas. Acresce que as mesmas são realizadas por profissionais que não estão devidamente habilitados", pode ler-se no documento.

De acordo com as autoridades, "existem indícios de que os suspeitos recorrem ainda a práticas pouco esclarecedoras, convencendo os utentes de que a ozonoterapia se mostra eficaz no tratamento do COVID-19 ou de que permite ganhar imunidade".

As clínicas alvo de investigação realizavam também testes ao coronavírus sem terem licenciamento adequado e uma direção clínica.

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