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Correio da Manhã

Portugal
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Operação de resgate dada como encerrada depois de corpos das vítimas terem sido retirados

Quatro pessoas morreram na sequência da queda da helicóptero do INEM em Valongo.
Manuel Jorge Bento e Patrícia Moura Pinto 15 de Dezembro de 2018 às 21:17
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Seguiam na aeronave dois pilotos e uma equipa médica dos INEM, composta por um médico e uma enfermeira.

Os corpos de duas das vítimas da queda do helicóptero do INEM foram, na tarde deste domingo, retiradas do aparelho, onde tinham ficado encarceradas. As vítimas foram encaminhadas para o Instituto de Medicina Legal (IML), disse à Lusa fonte da Proteção Civil.

Marco Martins, presidente da Comissão Distrital do Porto da Proteção Civil disse tratar-se de uma informação "confirmada".

"Já foram recolhidos os quatro corpos e já foram conduzidos ao IML", observou, referindo-se às vítimas da queda de um helicóptero do INEM, ao final da tarde de sábado, no concelho de Valongo, distrito do Porto, que causou a morte aos quatro ocupantes.

Imagens a que o CM teve acesso mostram que o helicóptero caiu numa zona florestal, em plena Serra de Couce, perto de um pico onde estão instaladas várias antenas de comunicações.

Quatro pessoas morreram na sequência da queda de um helicóptero do INEM, na Serra de Couce, em Valongo, ao início da noite de sábado. A aeronave foi localizada após horas de busca .No meio aéreo seguiam o comandante, o piloto, e uma equipa médica do INEM, composta por um médico e uma enfermeira. Nenhum deles sobreviveu.

Uma das vítimas é João Lima, piloto ao serviço do Instituto Nacional de Emergência Médica, que já foi também destacado como o prémio de 'Herói CM' por, em 2011, ter resgatado três jovens de uma ravina em Gavião. Ao seu lado, no momento da tragédia, seguia o co-piloto Luís Rosindo.

A bordo da aeronave - que transportou um doente grave até ao hospital de Santo António, no Porto, antes da queda - seguia ainda o médico de nacionalidade espanhola Luís Vega e a enfermeira, Daniela Silva. O médico trabalhava há cerca de 15 anos no hospital de Santa Maria da Feira.


"O Instituto Nacional de Emergência Médica informa que foi localizado, cerca das 01h30, o helicóptero de emergência médica que se encontrava desaparecido. A aeronave em questão foi localizada na Serra de Pias, concelho de Valongo, havendo a lamentar a ocorrência de quatro vítimas mortais", referiu o instituto, num comunicado divulgado pouco depois das 02h00.

A aeronave, sediada em Macedo de Cavaleiros, desapareceu depois das comunicações com o meio aéreo terem sido perdidas, na zona de Campo, durante a tarde deste sábado. 

A aeronave em questão regressava à sua base, em Macedo de Cavaleiros, distrito de Bragança, após ter realizado uma missão de emergência médica de transporte de um doente grave para o Hospital de Santo António, no Porto.



O alerta foi dado às 18h30, avançou a mesma fonte, no entanto, as buscas só começaram cerca de duas horas depois. A aeronave era um Agusta A109S operado pela empresa Babcock. De acordo com o mesmo organismo, "o incidente ocorreu numa altura em que se verificavam condições meteorológicas bastante adversas".

As causas do acidente ainda estão por apurar, uma investigação que será levada a cabo por uma equipa do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e Acidentes Ferroviários. "Caberá às autoridades competentes desenvolver um inquérito para apurar com detalhe as causas do acidente, cujos contornos não são ainda neste momento conhecidos", lê-se na mesma nota no INEM.

Os secretários de Estado da Saúde, Raquel Duarte, e da Proteção Civil, José Artur Neves, estiveram em Valongo, a acompanhar as buscas.

Alerta no CDOS quase duas horas depois do corte
O último contacto com o ‘héli’ terá sido registado pelas 18h30. Mas o alerta registado pelo Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) do Porto foi dado às 20h12, ou seja, quase duas horas após a última comunicação.

O acidente ocorreu numa altura em que há um enorme braço de ferro entre bombeiros e Governo, com muitas corporações que deixaram de reportar dados operacionais aos CDOS, em protesto contra as propostas de reforma da Proteção Civil.

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