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Correio da Manhã

Portugal
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Três ex-autarcas entre os cinco arguidos após megaoperação da PJ a autarquias

Operação "Rota Final" combate um alegado esquema fraudulento de viciação de procedimentos de contratação pública.
Tânia Laranjo 12 de Junho de 2019 às 09:56
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Em causa estão crimes como corrupção, tráfico de influências e abuso de poder.

Cinco pessoas, entre ex-autarcas, funcionários de autarquias e de uma empresa de transportes, foram constituídas arguidas, de acordo com a Procuradoria-Geral Distrital (PGD) de Coimbra, em referência à operação Rota Final, que investiga um alegado esquema fraudulento de viciação de procedimentos de contratação pública.

Segundo o que o CM conseguiu apurar, o ex-autarca da Câmara de Armamar, Hernâni Almeida, é um dos arguidos, assim como Francisco Lopes, ex-presidente da Câmara de Lamego, e Álvaro Amaro, antigo autarca da Guarda.

A PJ do Porto realizou, esta quarta-feira, buscas em 18 Câmaras Municipais no Norte e Centro do País. Foram também alvo de buscas entidades públicas e várias empresas.

Os inspetores investigam "a suspeita de práticas de corrupção, tráfico de influências, participação económica em negócio, prevaricação e abuso de poder", segundo um comunicado da PJ.

O Correio da Manhã sabe que a Transdev, um dos maiores grupos nacionais de transporte de passageiros, é uma das principais empresas visadas por esta investigação. A empresa em causa seria uma uma das principais beneficiadas com estes contratos públicos.

Álvaro Amaro, homem forte do PSD, é um dos alvos da megaoperação. O ex-presidente da Câmara da Guarda, também visada nesta megaoperação, é indiciado por prática de negócios suspeitos realizados antes de abandonar o cargo para poder concorrer ao Parlamento Europeu pelo PSD.

O antigo autarca da Guarda encontra-se fora do País, no entanto o CM sabe que quando Álvaro Amaro regressar a Portugal vai ser constituído arguido. 

As buscas estão relacionadas "com a existência de um esquema fraudulento da viciação de procedimentos de contratação pública, com vista a favorecer pessoas singulares e coletivas". Está em causa o desvio de milhões de euros.

No comunicado enviado pela PJ são indicadas as 18 autarquias alvos de buscas: Águeda, Almeida, Armamar, Belmonte, Barcelos, Braga, Cinfães, Fundão, Guarda, Lamego, Moimenta da Beira, Oleiros, Oliveira de Azeméis, Oliveira do Bairro, Sertã, Soure, Pinhel e Tarouca.

A operação, com o nome de código "Rota Final", incluiu também buscas em entidades públicas e empresas, sendo realizadas pela Diretoria do Norte da PJ, com o apoio de vários departamentos de investigação criminal e da Diretoria do Centro, no âmbito de um inquérito titulado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Coimbra.

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