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Correio da Manhã

Portugal
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Alerta para mais falhas no socorro

A falta de bombeiros é um problema no País que se arrasta há anos, mas que se agravou desde que começaram a receber mais pedidos de socorro de emergência pré-hospitalar, resultado da reorganização das Urgências e fecho de alguns Serviços de Atendimento Permanente (SAP) no horário nocturno.
29 de Janeiro de 2008 às 00:30
A situação irá piorar, podendo ocorrer mais mortes e uma má prestação de socorro às populações especialmente em época de fogos florestais.
O alerta parte da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais. Em declarações ao CM, o presidente do organismo, Fernando Curto, diz não ter dúvidas que a situação tende a agravar e que o recente caso de Alijó – em que um único bombeiro se encontrava no quartel na resposta ao pedido de socorro – vem revelar as carências técnicas e humanas dos bombeiros. “A situação vai agravar-se. Regista-se uma diminuição do número de voluntários e uma maior falta de profissionalização efectiva para prestação de socorro, em especial na emergência pré-hospitalar.”
As carências de meios técnicos e humanos que hoje se sente será ainda maior quando os incêndios lavrarem no País. “Vai ser complicado gerir os recursos.”
O vice-presidente, Sérgio Carvalho diz: “O socorro não pode estar dependente de voluntários. É certo que podem ocorrer mais mortes e as debilidades do sistema agravaram-se com a reorganização das Urgências. Se houver maior coordenação, com o INEM a integrar a tutela do Ministério da Administração Interna, haverá melhor gestão dos meios.” A estas críticas o INEM não quis responder.
A Liga dos Bombeiros Portugueses reuniu ontem com o Ministério da Saúde e defendeu a criação de uma rede nacional de ambulâncias.
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