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Correio da Manhã

Portugal

Algarve: Críticas ao combate

Quatro dias depois, o incêndio que começou em Cachopo, no concelho de Tavira, e que se alastrou até ao concelho de São Brás de Alportel, foi finalmente dominado ao final da tarde de ontem. Para trás, deixou um rasto de destruição de milhares de hectares de terrenos e algumas habitações. Não faltaram críticas à forma como foi abordado o incêndio.

22 de Julho de 2012 às 01:00
António Eusébio, autarca de São Brás de Alportel, aponta falhas no combate ao fogo
António Eusébio, autarca de São Brás de Alportel, aponta falhas no combate ao fogo FOTO: Nuno de Jesus

António Eusébio, autarca de São Brás de Alportel, apontou algumas falhas no combate ao fogo, nomeadamente atrasos da chegada dos bombeiros a alguns locais. "Apesar de haver sempre coisas a melhorar, estamos conscientes de ter feito o melhor trabalho", disse o comandante Abel Gomes, da Protecção Civil.

"Fiquei sem nada", chorava ontem Hortência Ramos, moradora em Cabeça do Velho, São Brás de Alportel, cuja casa ardeu juntamente com as alfaias agrícolas que usava para garantir o sustento.

"Fiquei sem os sobreiros e a cortiça de milhares de euros. Só daqui a várias décadas é que isto vai começar a recuperar", queixou-se ainda o marido, José Ramos, de 76 anos, enquanto olhava para os terrenos onde os "melhores sobreiros de Portugal" não passam agora de árvores queimadas.

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