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Correio da Manhã

Portugal
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Aluna morde funcionária

Uma estudante de 18 anos, que frequenta o 12.º ano da Escola Secundária Macedo Fragateiro, em Ovar, mordeu, arranhou e pontapeou uma auxiliar de educação que tentou impedi-la de fumar dentro do recinto escolar. A aluna aguarda agora a conclusão do processo levantado pelo Conselho Executivo para saber qual a punição que lhe será aplicada.
2 de Junho de 2006 às 00:00
Noémia Graça ficou com as marcas dos dentes cravadas no braço esquerdo
Noémia Graça ficou com as marcas dos dentes cravadas no braço esquerdo FOTO: d.r.
A auxiliar de educação, Noémia Graça, trabalha na escola há 13 anos, mas tão cedo não vai esquecer o passado dia 30 de Maio, quando chamou a atenção de uma jovem para a proibição de fumar no recinto da escola.
Tal como a auxiliar contou ao CM, “a estudante, num tom rebelde, não só se negou a fazê-lo como, quando viu que lhe ia ser tirado o cigarro, começou a proferir ameaças e passou das palavras aos actos”. Ao mesmo tempo que mordia a funcionária, arranhou-a e pontapeou-a nas pernas.
As agressões foram presenciadas por dois professores e vários alunos, que, sob anonimato, confirmaram ao CM a versão contada pela vítima.
Noémia Graça ficou com várias marcas, mas a principal mostra os dentes cravados no braço. Também já apresentou queixa-crime na PSP contra a estudante, que ontem, segundo alguns colegas, não se encontrava na escola.
A professora Cecília Oliveira, presidente do Conselho Executivo da escola, não quer comentar o caso e diz que “estão a ser tomadas medidas para que não se repita”.
PROFESSORES PARAM A 14
A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) pediu ontem a demissão da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e revelou que avançará para uma greve nacional no dia 14 de Junho como forma de protesto contra as propostas do Governo para o sector. Paulo Sucena, secretário-geral da Fenprof, afirmou ser “o momento oportuno para o primeiro-ministro afastar a actual equipa ministerial”, pois “o País percebeu que a ministra da Educação não tem condições para alijar responsabilidades após a apresentação da sua proposta do Estatuto da Carreira”. A Fenprof justifica a escolha do dia 14, para a realização da greve, para não coincidir com a época dos exames nacionais, que se inicia a 19 de Junho.
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