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Correio da Manhã

Portugal
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ALUNOS MORREM NO IP4

Dois estudantes universitários morreram ontem, no Itinerário Principal 4 (IP4), Amarante, quando a viatura em que seguiam se despistou e chocou de frente com um camião de mercadorias carregado de vidro. O automóvel ficou desfeito em quatro pedaços e os dois ocupantes, que seguiam a caminho do Instituto Politécnico de Bragança, morreram no local.
12 de Outubro de 2004 às 00:30
A colisão deu-se às 08h30, ao Km 66, na zona da Aboadela, Amarante, numa altura em que chovia com intensidade. Segundo Júlio Dinis, motorista do pesado, tudo aconteceu “como se de um ‘flash’ se tratasse”. “Eu ia a subir, devagar porque o carro estava carregado, quando vejo o ligeiro, na curva, a vir direito a mim. Encostei aos ‘raids’ mas pouco podia fazer. O estrondo foi enorme e nem tive coragem de ver como tinham ficado as vítimas”, disse.
Rui Garcia, de 23 anos, e Nuno Esteves, de 22, – residentes em Esposande e ambos estudantes do 3.º ano do curso de Engenharia Mecânica, no Politécnico de Bragança – faleceram no local. “Neste caso o excesso de velocidade foi, seguramente, a principal causa do despiste e das consequências posteriores.”, disse Pereira Martinho, comandante da Brigada de Trânsito da GNR de Vila Real.
No sábado, um acidente já tinha tirado a vida a um estudante da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, de Vila Real: Hugo Cancela, de Mogadouro, 23 anos, mestrando, que foi sepultado ontem à tarde. “Foi mais um amigo que perdi no IP4”, desabafou Nuno Machado, da Associação Académica da Universidade.
Desde a abertura da via ao trânsito, em 1993, os acidentes já provocaram 217 mortes e, só este ano, entre Amarante e Bragança, morreram 29 pessoas. Ontem, dia de muita chuva e nevoeiro, ocorreram 16 acidentes com dois mortos, dois feridos graves e dez feridos ligeiros – números que a BT e os bombeiros consideram “catastróficos”.
Luís Bastos, presidente da Associação de Utilizadores do IP4, lamenta que as obras anunciadas para o troço entre Amarante e Alto de Espinho, prometidas pelo secretário de Estado das Obras Públicas, Jorge Costa, ainda não tenham começado apesar de estarem previstas Outubro. “As promessas não param, o mês já vai a meio e não há intervenção nenhuma. As desculpas são sempre as mesmas”, lamentou Luís Bastos.
CHOQUE EM CADEIA ENVOLVE DEZ CARROS E FAZ OITO FERIDOS
Um ferido grave e sete ligeiros é balanço de uma colisão em cadeia entre dez viaturas, ocorrida ontem de manhã, pelas 08h25, ao quilómetro cinco da A14, no sentido Figueira da Foz-Coimbra, próximo de Vila Verde. Na sequência do embate, o trânsito foi cortado durante quase três horas, no sentido Figueira da Foz -Coimbra, provocando uma fila de vários quilómetros. Os feridos foram transportados por ambulâncias dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz e viaturas de socorro da Cruz Vermelha de Maiorca para o Hospital Distrital da Figueira da Foz. No local do acidente estiveram também duas viaturas dos Bombeiros Municipais da Figueira da Foz. As causas do acidente estarão relacionadas com o piso escorregadio e algum excesso de velocidade. Momentos depois, às 08h55, outro acidente de viação, a escassos metros do primeiro, envolvendo duas viaturas, causou três feridos ligeiros, que também foram transportados ao hospital da Figueira. A Brigada de Trânsito da GNR de Mealhada tomou conta da primeira ocorrência, e a PSP da Figueira da segunda.
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