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Correio da Manhã

Portugal
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Alunos perseguiram assaltante armado

Um homem de 31 anos, armado com uma pistola, entrou na Escola Secundária do Cerco, no Porto, tentando escapar à perseguição que lhe moveu um grupo de alunos que acorreu a ajudar a psicóloga da escola que acabava de ser vítima de uma tentativa de assalto.
1 de Junho de 2007 às 00:00
Indivíduo entrou de rompante na escola, depois de ter tentado assaltar uma funcionária
Indivíduo entrou de rompante na escola, depois de ter tentado assaltar uma funcionária FOTO: José Rebelo
O indivíduo entrou em correria pelo estabelecimento de ensino, logo seguido dos alunos. Acossado, só conseguiu demover os seus perseguidores quando empunhou a arma e ameaçou atirar a matar.
Cerca das 09h30 de anteontem, o indivíduo surpreendeu a psicóloga da Secundária do Cerco do Porto quando esta saía do seu automóvel. A funcionária, de 24 anos, resistiu ao assalto e acabou por se envolver em luta com o atacante. Na refrega, este disparou um tiro que atingiu o veículo depois de ricochetear no solo.
Alertados pelo barulho, um grupo de estudantes correu na direcção da psicóloga em seu auxílio. “Quando se apercebeu que vinham para o apanhar, o ladrão fugiu para o portão da escola e os miúdos foram atrás dele”, contou ao CM uma testemunha que não quis identificar-se.
A perseguição ao assaltante armado durou alguns minutos e só acabou quando o indivíduo se sentiu encurralado e ameaçou os estudantes e um vigilante com uma pistola que acabaria por atirar para o telhado de uma casa contígua. Apurou-se depois que se tratava de uma arma de alarme, adaptada para calibre 6.35 mm. “Conseguiu fugir, deu a volta à escola pelos recreios e saltou para a rua pelo muro das traseiras”, adiantou a mesma testemunha.
O indivíduo foi, entretanto, detido pela PSP, ainda no Bairro do Cerco. Segundo o Conselho Executivo da escola, o suspeito conseguiu entrar sem ser impedido porque os porteiros não estavam ao serviço, devido à greve geral de quarta-feira.
SEGURANÇA COMPROMETIDA PELA GREVE
Fátima Pinto, presidente do conselho Executivo da Escola Secundária do Cerco do Porto afirmou ontem que os estudantes “nunca correram perigo”.
“Os alunos correram atrás do assaltante e ele fugiu, mas não ameaçou ninguém”, sublinhou a responsável. Fátima Pinto adiantou ainda que o assaltante “nunca entrou nos pavilhões onde decorrem as aulas” e que ele “esteve em fuga pelos recreios, numa altura em que poucos alunos se encontravam no exterior”.
A presidente do Conselho Executivo admite, contudo, que o indivíduo poderia ter sido impedido de entrar no estabelecimento de ensino se os porteiros não tivessem aderido à greve geral de quarta-feira.
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