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Correio da Manhã

Portugal
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Alvaiázere preocupada com onda de vandalismo

O assalto à mão armada desta manhã de terça-feira e uma onda de vandalismo que tem assolado a vila de Alvaiázere, levaram a autarquia a pedir um reforço da vigilância policial, disse nesta terça-feira à Lusa o vereador Agostinho Gomes.
30 de Outubro de 2012 às 15:33
O assalto ocorreu na manhã desta terça-feira, poucos minutos depois das 08h30, e resultou em ferimentos em quatro funcionárias da agência Millennium BCP localizada no centro da vila
O assalto ocorreu na manhã desta terça-feira, poucos minutos depois das 08h30, e resultou em ferimentos em quatro funcionárias da agência Millennium BCP localizada no centro da vila FOTO: Rui Miguel Pedrosa

"Este foi um assalto violento e, com o vandalismo de que temos sido alvo desde há alguns meses, levou-nos a solicitar um patrulhamento mais apertado às forças de segurança neste território", explicou o autarca.

O assalto ocorreu na manhã desta terça-feira, poucos minutos depois das 08h30, e resultou em ferimentos em quatro funcionárias da agência Millennium BCP localizada no centro da vila, tendo uma delas sido atingida com um tiro num dos membros inferiores.

"Não vi nada. O café estava aberto, mas nem sequer ouvi o tiro, que deve ter sido dado nas traseiras, onde está o cofre, penso eu", disse à Lusa o proprietário de um estabelecimento defronte à agência bancária, Silveira Santos, de 70 anos.

"Só me apercebi quando eles [os assaltantes encapuzados] se meteram no carro, com dois sacos na mão, e quando as funcionárias vieram para a rua todas ensanguentadas", acrescentou, esclarecendo que no interior da dependência do Millennium se encontravam quatro mulheres, a mulher da limpeza, a gerente e outras duas funcionárias.

Na rua D. Sancho I, o minimercado mais próximo ainda não tinha aberto as portas e a vizinha, uma idosa que ocupa a habitação por cima das instalações da agência bancária, de nada se apercebeu, nem sequer do alvoroço que se seguiu ao assalto.

Oito bombeiros das corporações de Alvaiázere e Ansião prestaram os primeiros socorros no local e encaminharam as vítimas para o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

Duas das mulheres feridas, de 52 e 36 anos, apresentam lesões graves, mas as outras duas funcionárias, de 31 e 46 anos, foram também conduzidas para o CHUC, informou fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Leiria.

"O ferido que inspira mais cuidados é aquele que levou um tiro num dos membros inferiores, por causa de hemorragia", embora não corra perigo de vida, disse à Lusa o comandante dos Bombeiros Voluntários de Alvaiázere, Vítor Joaquim.

 


As restantes mulheres apresentam "hematomas e algumas escoriações", esclareceu esta manhã o comandante.

O alerta do assalto foi dado às 08h34, tendo sido perpetrado por dois encapuzados, disse à Lusa fonte da GNR, que se escusou a adiantar mais pormenores, sublinhando que o caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária de Coimbra, que não prestou até ao momento quaisquer declarações.

O carro utilizado pelos assaltantes - furtado na segunda-feira - acabaria por ser incendiado após o roubo em Valbom, freguesia de Maçãs de Caminho, junto a um pinhal, disse à Lusa fonte policial.

Nos últimos meses, a Câmara de Alvaiázere registou uma série de actos relacionados com a destruição de património, numa vila em que habitam cerca de 1.600 pessoas.

"Em causa estão pinturas no novo pavilhão desportivo, ainda mesmo antes de ser inaugurado, furto de gasóleo, a destruição da iluminação pública de uma capela, de casas de banho públicas do parque multiusos e, mais recentemente, de mobiliário urbano", enumerou o vereador Agostinho Gomes, sustentando que o assalto hoje ocorrido vem justificar "o pedido de uma vigilância mais cuidada por parte das forças de segurança".

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