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Correio da Manhã

Portugal
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Ambientadores ilibados

O Tribunal Distrital de Haia, Holanda, deliberou que um recente estudo divulgado pela Associação Europeia de Consumidores não permite concluir que os ambientadores colocam riscos para a saúde humana. A DECO 'condenou' 30 marcas de ambientadores em Novembro último.
10 de Março de 2005 às 09:30
A decisão do tribunal holandês resultou sobre um processo interposto pela Associação de Industriais, Sabão, Detergentes e Produtos de Conservação e Limpeza da Holanda contra o estudo da Associação Europeia de Consumidores, da qual faz parte a portuguesa DECO.
O estudo, feito em Novembro do ano passado, indicava que os ambientadores libertam substâncias químicas em quantidades perigosas para a saúde pública. Nesse mesmo mês, a DECO revelou um estudo feito a 30 ambientadores vendidos em Portugal, como aerossóis, vaporizadores, gel, difusores eléctricos e velas. Nesse estudo, a Deco concluiu não ser aconselhável o uso de qualquer um dos 30 produtos testados.
O tribunal analisou a queixa apresentada contra o estudo pelos fabricantes e concluiu que "as conclusões retiradas do estudo efectuado não poderiam estar estatisticamente correctas".
O tribunal exige que a Associação Europeia de Consumidores desminta as conclusões do estudo. A Associação Portuguesa dos Industriais de Produtos de Conservação e Limpeza reforçou o pedido de desmentido também por parte da DECO, salientando que o estudo revelado em Novembro provocou uma quebra de 30% nas vendas de ambientadores.
A DECO já garantiu que mantém as conclusões do seu estudo (ver artigo relacionado). A associação portuguesa reagiu depois de ter sido revelado que a Associação Europeia de Consumidores vai recorrer da decisão do Tribunal Distrital de Haia.
Jorge Morgado, secretário-geral da Deco, explicou ao CM que os critérios da investigação conduzida pelo BEUC foram mais exigentes relativamente aos que presidiram ao estudo considerado pelo Tribunal.
“A investigação do BEUC [na qual a Deco participou] comparou os valores obtidos com os recomendados pela Organização Mundial de Saúde para o ambiente doméstico. O outro estudo teve por referência os valores da directiva europeia em ambiente de trabalho”, disse. Em causa está a libertação pelos ambientadores de substâncias químicas como o benzeno e o formaldeido.
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