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Correio da Manhã

Portugal
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AMEAÇA E SUBORNO

O agente infiltrado na rede de tráfico de droga alegadamente liderada pelos irmãos Pinto denunciou ontem estar a ser vítima de ameaças e ter recebido uma proposta de suborno num valor superior a “100 mil contos (500 mil euros) para sair do País por parte de Jaime Pinto”, um dos suspeitos.
11 de Novembro de 2002 às 00:26
O homem que, a pedido da Polícia Judiciária (PJ), aceitou colaborar com as autoridades nas investigações sobre o tráfico de haxixe a partir de Marrocos afirmou, em entrevista à SIC, que “nunca existiu tabaco” no serviço que prestou para os irmãos Pinto, como Jaime Pinto disse na altura em que foi detido pela PJ.

Declarou então Jaime Pinto que tinha sido enganado, uma vez que esperava uma encomenda de tabaco.
O agente infiltrado deixou ontem claro que “estamos a falar de droga, haxixe, muitas quantidades”. Para dar realce à sua versão, sublinhou ainda que já foi alvo de ameaças e tentativas de suborno para abandonar Portugal.

Dentro de pouco tempo, as versões do agente infiltrado e dos irmãos Pinto, os camionistas que lideraram os protestos na ponte 25 de Abril há alguns anos, serão confrontadas em tribunal.

Para já, por causa deste processo, o agente infiltrado afirma que “a maior parte dos dias a minha vida tem sido um reboliço”. Com segurança permanente, “a minha mulher e a minha filha só não têm segurança quando vão à casa de banho”, disse. E “a minha filha não pode ir à escola a maior parte dos dias”, acrescentou.

Segundo o agente infiltrado, “Jaime Pinto, Mário Pinto e um terceiro elemento” propuseram-lhe que fosse buscar a Marrocos “4,5 toneladas de haxixe” e ele denunciou isto à PJ de Setúbal.
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