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Correio da Manhã

Portugal
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ANDOU AOS TIROS EM CUECAS

A GNR de Trancoso deteve, quarta--feira de madrugada, um homem de 43 anos que, em cuecas, tocou o sino da aldeia a rebate e disparou cinco tiros sobre agentes da autoridade, junto à sua residência, em A-do-Cavalo, naquele concelho.
17 de Julho de 2003 às 00:36
"Ele despiu as calças e a camisa e deixou-as em cima da motorizada. Passava pouco da meia-noite quando foi até à capela em cuecas e tocou o sino várias vezes. Acordou-nos a todos", referiu Hortênsia Santos, vizinha do detido.
O homem terá lançado ainda telhas contra algumas casas e batido insistentemente à porta de um café da localidade, criando um enorme tumulto naquela pequena povoação. Os habitantes tentaram, em vão, acalmar o indivíduo e decidiram chamar a GNR.
Segundo o tenente-coronel Manuel Gaiolas, comandante do Grupo da GNR da Guarda, os agentes chegaram ao local “perto da 01h00”, conversaram com o homem e aconselharam-no a ir “para casa”.
Alguns minutos mais tarde, depois de ter estado em casa alguns minutos, o indivíduo, Albertino L., saiu armado com “uma pistola de calibre 6,35” e disparou cinco tiros para “o ar e na direcção dos guardas”, que não sofreram qualquer ferimento.
Os agentes da autoridade conseguiram, pouco tempo depois, desarmar o indivíduo. Numa busca à casa apreenderam-lhe mais duas pistolas do mesmo calibre, três carregadores e 62 munições.
um “homem mau”
Face ao “estado de agitação” em que o detido se encontrava, os agentes decidiram conduzi-lo até ao Centro de Saúde de Trancoso, onde foi “acalmado e medicado”.
Os populares de A-do-Cavalo referem-se a Albertino L. como sendo um "homem mau", que tem “muitos problemas” com os irmãos e que vive sozinho, depois de se ter separado da esposa.
"Ele quando se embebeda é pior que o diabo. Ele tratava muito mal as pessoas daqui. Foi um alívio para nós quando a GNR o levou", referiu Luciano Augusto, um popular que nos mostrou uma moca com a qual, afirma, Albertino ameaçava “de morte todas as pessoas da aldeia".
O indivíduo já teria estado envolvido, há alguns anos, numa situação semelhante quando, supostamente, disparou sobre dois dos seus vizinhos. “Dessa vez ele deu um tiro de espingarda contra o meu marido e, felizmente, só lhe acertou no chapéu. E ainda tentou matar uma outra senhora, que estava a trabalhar num quintal à frente da casa dele”, indicou uma vizinha.
O indivíduo saiu em liberdade depois de ser presente a tribunal, tendo o processo passado a inquérito.
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