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Correio da Manhã

Portugal
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ANSIEDADE DAS AVALIAÇÕES

O terceiro período escolar, sobretudo para os que não estudaram, poderia ser descrito como a “angústia do aluno no momento da avaliação”. É a altura em que os alunos se preocupam com a possibilidade de poderem perder o ano.
27 de Abril de 2003 às 00:00
Alguns até poderão pensar em tomar uns estimulantes “milagrosos”. Mas o conselho de professores e especialistas ouvidos pelo Correio da Manhã é apenas um: estudar e mostrar que o estão a fazer.
O 3.º período arranca já amanhã e vai prolongar-se até dia 27 de Junho. É pois a altura em que os estudantes começam a ter no horizonte o final do ano. Uns estão quase aliviados, outros, sobretudo os que contam com negativas no percurso, estão ansiosos com os testes e até ‘stressados’ com a possibilidade de chumbarem o ano. O que em nada ajuda o objectivo principal: o de conseguir a positiva.
As disciplinas de português e de matemática são, de uma maneira geral, as que mais preocupam os alunos. E uma ou duas negativas no percurso lectivo deixa antever, por vezes, o “chumbo”. Mas será prematuro assumir que a nota não será positiva ou mesmo que não se passa de ano.
“Nenhum professor considera que, no segundo período, o aluno está reprovado”, assegura ao CM Edviges Ferreira, da Associação de Professores de Português. E vão estar na sala de aula “para tudo fazer para ajudar os alunos”, sublinha.
Mesmo aqueles alunos que estão tremidos, acrescenta Edviges Ferreira, ”podem e devem fazer um esforço para conseguir”.
Desde que o “aluno demonstre que é capaz de fazer, não é porque matematicamente a nota não o permite que o professor o vai chumbar”, sublinha, por seu turno, Fernando Nunes, da Associação de Professores de Matemática.
Há que contar, por outro lado, que “de uma maneira geral, os professores gostam de passar os alunos, desde que eles mostrem que são capazes”, afirma aquele professor.
Mas devem trabalhar e com “espírito de corredor de fundo”, afirma, concretizando o professor que é necessário estudar todos os dias um pouco e não “passar a noite sem dormir a estudar”.
Apoio médico
O cansaço e a perspectiva de um esforço suplementar leva muitos pais e alunos a lançar mão de fortificantes, vitaminas e afins, acreditando que com eles tudo se resolverá. Mas nem os professores nem os médicos acreditam no efeito milagroso dos comprimidos, embora realcem o efeito psicológico.
Luís Pisco, presidente da Associação Portuguesa dos Médicos de Clínica Geral, garante que a “maior parte destes medicamentos são placebos, ou seja, não produzem qualquer efeito no organismo”.
O especialista explica que “as vitaminas só fazem efeito se quem as consumir tiver uma elevada falta, o que não acontece na generalidade da população e muito menos nos meninos da escola”.
No entanto, Luís Pisco refere que “este efeito psicológico é importante em 40 por cento dos casos, pois se uma pessoa acredita que está a tomar um estimulante pode ganhar mais atenção e maior concentração”.
Mas o importante é mesmo estudar e mostrar que se está disposto a trabalhar. Com isso, os resultados virão!
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