Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
2

Antigo chefe dos serviços sociais espera promoção

O superintendente Leopoldo Amaral, ex-chefe dos Serviços Sociais da PSP, não esteve presente na cerimónia que oficializou ontem a promoção de oito colegas seus à patente de superintendente-chefe (topo da hierarquia policial). Apesar de reunir todos os requisitos para a promoção, o oficial tem de aguardar o resultado do inquérito da Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI), às suspeições de desvio de verbas que recaem sobre a sua gestão dos serviços sociais.
8 de Dezembro de 2007 às 00:00
Foi o próprio director nacional da PSP, Orlando Romano que, em Maio de 2006, pediu à IGAI que averiguasse o envolvimento de Leopoldo Amaral em irregularidades.
Uma denúncia de um grupo de antigos funcionários dos serviços sociais, serviu para que o Ministério Público abrisse uma investigação à gestão do oficial da PSP. Em causa estariam alegadas atribuições de empreitadas a custos muito mais elevados do que os do mercado, e ainda o uso indevido de carros do Estado e celebração de protocolos com privados. Tanto a investigação do Ministério Público, como a averiguação aberta pela IGAI, ainda não produziram quaisquer resultados. O superintendente Leopoldo Amaral já não chefia os serviços sociais da PSP, ocupando agora um outro cargo na Direcção Nacional da Polícia.
No entanto, segundo Orlando Romano disse ontem ao CM, o oficial reuniu condições para se candidatar ao concurso de promoção a superintendente-chefe. “Por despacho governamental de 28 de Novembro, foi decretada a promoção de nove superintendentes ao posto seguinte. Um deles é o superintendente Leopoldo Amaral”, explicou o director nacional da PSP.
A oficialização desta promoção está agora dependente do desfecho das duas investigações. “Só em duas situações: exoneração e aposentação compulsiva sugeridas pela IGAI, é que a promoção poderá não acontecer”, acrescentou Orlando Romano.
O director nacional da PSP presidiu, entretanto, à cerimónia de assinatura dos termos de aceitação dos restantes oito superintendentes, que foram promovidos.
Após a cerimónia, Orlando Romano salientou o pormenor de que, devido à promoção dos oito oficiais, “a PSP vai ficar temporariamente sem superintendentes”. “Trata-se de uma situação que prevejo poder resolver-se daqui a ano e meio, quando os actuais intendentes reunirem condições de promoção”, concluiu o director nacional da PSP.
PORMENORES
EXÉRCITO
Os oito superintendentes que desde ontem ascenderam ao topo da carreira da PSP foram todos formados na Escola de Oficiais do Exército.
CARGOS
Apesar de só ontem terem ascendido à patente de superintendente-chefe, os oito oficiais superiores já desempenhavam funções compatíveis com o cargo, nomeadamente à frente de comandos de Polícia.
PORTO
O superintendente-chefe Gomes Pereira, comandante da PSP do Porto, foi o primeiro elemento da actual classe destes oficiais a conseguir a promoção à patente que ocupa.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)