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Correio da Manhã

Portugal
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António Vitorino defende consenso político

Antigo ministro lembra que Portugal é um "país periférico" que vem de uma "situação débil".
19 de Novembro de 2014 às 14:18
"O resultado das eleições do próximo ano pode ser o de uma maior fragmentação partidária", diz António Vitorino
'O resultado das eleições do próximo ano pode ser o de uma maior fragmentação partidária', diz António Vitorino FOTO: Tiago Sousa Dias

O antigo ministro socialista e ex-comissário europeu António Vitorino afirmou esta quarta-feira que Portugal "não se pode dar ao luxo" de ter instabilidade governativa e defendeu a necessidade de voltar a existir consenso político.

António Vitorino falava no 24.º congresso da APDC - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações, no painel 'Grandes tendências: Políticas, Sociais e Económicas', um evento que decorre até quinta-feira em Lisboa.

"O resultado das eleições do próximo ano pode ser o de uma maior fragmentação partidária, de uma maior dificuldade de garantir a estabilidade económica e, para um país como Portugal, é uma questão central", disse.

António Vitorino lembrou que Portugal é um "país periférico" que vem de uma "situação débil", "sobreendividado" e cujo ajustamento teve "custos elevados", por isso "não se pode dar ao luxo de ter um período de instabilidade governativa".

"Mas, para isso, é necessário recuperarmos, nós portugueses, uma certa cultura de compromisso, que esteve presente em vários momentos decisivos da nossa história democrática destes últimos 40 anos. Quando falo em recuperar cultura de compromisso democrático falo também no plano partidário como no plano social", explicou.

Para o antigo comissário europeu, tem de haver em Portugal um acordo generalizado sobre o que interessa ao país e como isso pode ser defendido, algo que não tem acontecido.

Por outro lado, na "vertente interna", nos próximos três anos, terá de haver "combate ao desemprego, capacidade de crescer através da melhoria da competitividade das empresas e do combate às desigualdades, que mina a legitimidade do regime democrático português", apontou.

António Vitorino Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações APDC
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