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Correio da Manhã

Portugal
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Apagão investigado

A Anacom – entidade reguladora do sector das telecomunicações – es-tá a investigar se foram adoptados os procedimentos mais correctos durante os 42 minutos de segunda-feira em que o número de emergência 112 esteve sem funcionar nos distritos de Lisboa, Porto e Viseu.
19 de Janeiro de 2007 às 00:00
Sinal de interrompido foi resposta do n.º de emergência durante 42 minutos
Sinal de interrompido foi resposta do n.º de emergência durante 42 minutos FOTO: Ramiro de Jesus
A decisão das autoridades continuarem com a investigação ocorre depois do reconhecimento da culpa pela operadora responsável pela linha de emergência 112, a Oni Telecom, perante o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
Segundo o CM apurou junto de fonte da Anacom, a autoridade de comunicação ouviu na última quarta-feira as explicações avançadas pela Oni e também pela PT. O assumir do erro por parte da Oni parece assim não explicar toda a falha.
Segundo o presidente do INEM, Cunha Ribeiro, o apagão no 112 “ocorreu por causa de uma falha na unidade central de um comutador de voz”. A Anacom pretende agora saber por que razão entre as 16h33 e as 17h15 (42 minutos), perante o sinal de interrompido do 112, não foram accionadas soluções alternativas para minorar o problema.
Só a partir das 17h15 e durante 18 minutos as chamadas passaram a ser reencaminhadas de forma automática para os Comandos Metropolitanos da PSP. A situação viria a ficar normalizada totalmente pelas 17h33.
A rede fixa de telecomunicações pertence à PT, sendo a Oni uma das empresas que operam as linhas. Um outro ponto que a Anacom pretende ver esclarecido é a portabilidade dos números. Quando um número é transferido de uma operadora para outra ocorre a portabilidade dos números, realidade em que é garantida a capacidade de acesso telefónico desse número a qualquer número das outras operadoras.
A Oni ganhou o concurso público referente à exploração do serviço fixo de telefone do INEM nos três distritos em que se verificou o apagão. A PT permanece a operar nos restantes 15 distritos do Continente. Em Janeiro do ano passado houve um processo de mudança de prestador do serviço telefónico 112 da PT para a Oni.
Nas mãos da Anacom está também a resposta a uma dúvida: se a exploração do número 112 por dois operadores é a solução mais eficaz para o serviço de emergência.
CASO INÉDITO
ACIDENTE
No dia 8 de Janeiro um homem de 54 anos, que sofreu ferimentos graves após ter sido atropelado em Odemira, só deu entrada no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, seis horas depois de terem sido accionados os meios de emergência. O homem acabou por morrer.
COMUNICADO
Em comunicado, o ministro da Saúde, Correia de Campos, concluiu que o socorro prestado à vítima pelo INEM foi o correcto, por isso decidiu não mandar abrir um inquérito.
CRÍTICAS
A Associação de Enfermeiros de Emergência Pré-Hospitalar lamenta que o ministro da Saúde se tenha recusado a abrir um inquérito sobre o socorro prestado à vítima do acidente em Odemira. Os enfermeiros acreditam que houve falhas de comunicação na activação dos meios de socorro.
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