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Correio da Manhã

Portugal
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Apanha 20 anos por matar a tia

Estudante de Criminologia pensava ter cometido o crime perfeito. Foi punido por homicídio.
20 de Novembro de 2013 às 20:15
Armindo Castro, de 27 anos, foi ontem condenado por homicídio qualificado
Armindo Castro, de 27 anos, foi ontem condenado por homicídio qualificado FOTO: José Moreira

Asfixiou a tia em Joane, Famalicão, abandonou o corpo e simulou um assalto. Fugiu, e só foi apanhado em junho de 2012, três meses após o crime. Armindo Castro foi ontem condenado, por homicídio qualificado, a 20 anos de prisão. Terá de pagar 40 mil € às duas filhas da vítima, Odete Castro.

Estudante de Criminologia, o jovem, de 27 anos, pensava ter cometido o crime perfeito. A 29 de março de 2012 foi a casa da tia - com quem mantinha relação conflituosa, fruto da divisão da herança - e já no apartamento empurrou-a. Quando a mulher, de 73 anos, estava deitada no chão, asfixiou-a com uma almofada. Antes de fugir, ainda lhe desferiu uma violenta pancada na cabeça.

O estudante roubou a bolsa da vítima, para que o homicídio parecesse um roubo e para desviar as atenções sobre si. Viria a ser apanhado na câmara de um ATM, onde tentou levantar dinheiro com o cartão da tia.

Depois de ter sido detido, Armindo confessou tudo. Durante o julgamento, porém, manteve o silêncio. Para o coletivo de juízes, o facto de a localização do telemóvel do arguido não corresponder ao local nem à hora do crime é irrelevante. "É uma pena exagerada", disse Paulo Gomes, advogado do arguido, que vai recorrer.

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