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Correio da Manhã

Portugal
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Apanhado por matar à pancada em roubo

Gang amarrou Manuel Tapada, 53 anos, e esmagou-lhe o crânio para roubar 140 euros
19 de Julho de 2013 às 01:00
Manuel Tapada foi espancado até à morte. José Eiras, cunhado da vítima, e a mulher, Isabel Tapada, ficaram em choque com o crime
Manuel Tapada foi espancado até à morte. José Eiras, cunhado da vítima, e a mulher, Isabel Tapada, ficaram em choque com o crime FOTO: Ricardo Almeida

Manuel Tapada só tinha 140 euros em casa quando, na madrugada de 10 de setembro do ano passado, um grupo de assaltantes o atacou em Louriceira, Mação. Queriam mais dinheiro e, na tentativa de obrigarem a vítima de 53 anos a revelar onde o escondia, espancaram-na até à morte – ficou com a cabeça esmagada. Dez meses depois, anteontem, a Judiciária de Leiria prendeu o principal autor do crime, de 28 anos, escondido no Alentejo.

Foi capturado pelos investigadores, com apoio da GNR, na comunidade onde vivia na zona de Avis. Trata-se de um perigoso assaltante, que, afinal, só tinha até agora antecedentes por furtos, registados em 2006. Sujeito a primeiro interrogatório, viu o juiz aplicar-lhe prisão preventiva, na cadeia de Leiria, até ser julgado. Os cúmplices continuam a ser procurados.

A violência usada no assalto deixou familiares e vizinhos da vítima em choque. O grupo arrombou a porta da casa, amarrou Manuel Tapada com fita isoladora e agrediu-o brutalmente na cabeça. O objeto usado nas agressões, que acabaram por lhe causar a morte, não foi ainda descoberto.

Manuel Tapada foi encontrado caído sobre uma "poça de sangue" pela própria mãe, que vive na casa contígua. Deolinda Tapada, 85 anos, tem problemas de audição e não se apercebeu de nada. Levantou-se às 03h30 e estranhou "ver as luzes de casa todas acesas", contou na altura ao CM Isabel Tapada, irmã da vítima. Ao reparar que tudo estava remexido chamou o filho. Já não obteve resposta – Manuel estava caído na sala.

"Assaltaram-me a casa e mataram o meu filho", gritou a idosa. Familiares e amigos ficaram aterrorizados, sem perceber "tamanha violência". José Eiras, cunhado da vítima, disse então que Manuel "tinha o pescoço negro e um buraco na cabeça".

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