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Correio da Manhã

Portugal
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APANHAVA AVES PROTEGIDAS

A GNR de Setúbal apreendeu anteontem 111 exemplares de animais - aves, furões e texugos - que estavam ilegalmente na posse de um homem de 36 anos residente em Faralhão.
10 de Abril de 2003 às 00:00
As aves são transaccionadas em feiras e mercado
As aves são transaccionadas em feiras e mercado FOTO: Jorge Godinho
As aves, umas protegidas por convenções internacionais, outras autóctones, seriam para vender em feiras e os furões para a caça ilegal ao coelho.
Segundo explicou ao CM o coordenador do Serviço de Protecção da Natureza da GNR, capitão Amado, os militares actuaram, pelas 09h30, com mandado de busca.
“O objectivo inicial da busca era verificar a existência de furões, que, de acordo com informações recebidas de pessoas ligadas à caça ilegal, estariam na propriedade. No decurso da operação acabámos por detectar a presença ilegal de muitos outros animais”, afirmou.
De facto, além de três furões, a GNR apreendeu ainda dois texugos e mais de uma centena de aves, como pintassilgos, rolas, papagaios, chamariz, galinhas de água, patos, aves reais e melros. Tratam-se de aves autóctones e protegidas.
Os furões eram utilizados ilegalmente na caça ao coelho. Já as aves teriam como destino a comercialização em feiras. “Não sabemos ao certo, mas esse é o destino mais comum”, referiu o capitão Amado.
Os furões foram entregues à Direcção-Geral de Florestas e as restantes espécies ao Parque Natural da Arrábida, que os libertou.
Na busca efectuada à propriedade do indivíduo, natural de S. Sebastião, Setúbal, foram ainda apreendidas 18 redes de apanha de aves, uma máquina de choques (para controlar os furões, conhecidos pela sua mordida voraz), 80 munições de vários calibres, um carregador adaptado a calibre .22 e uma faca do mato.
Foram ainda apreendidas pela GNR duas lanternas (uma de longo alcance a bateria e outra de colocar na cabeça) e uma cassete com sons de aves para chamariz, razão pela qual se crê que o indivíduo fazia da captura de aves uma actividade comum.
O homem ainda pode recuperar alguns através de uma licença emitida pela Direcção-Geral de Serviços Florestais.
O indivíduo aguarda agora ser notificado pelo Tribunal Judicial da Comarca de Setúbal.
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