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Correio da Manhã

Portugal
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Aparato a mais faz fugir ladrões

Uma alegada descoordenação entre equipas da GNR foi determinante para deitar por terra a possível captura dos autores do roubo de um carro, por carjacking, no distrito de Setúbal.
2 de Maio de 2009 às 00:30
Os ladrões poderão ter-se apercebido da presença dos militares
Os ladrões poderão ter-se apercebido da presença dos militares FOTO: José Rebelo

A viatura, um Audi A3, estava equipada com o sistema de imobilização e o proprietário, através da internet, localizou-a estacionada no largo da feira de Alcácer do Sal, na terça-feira à tarde. Na posse das coordenadas, contactou o Posto de Trânsito da GNR de Coina.

Segundo contou ontem um militar ao CM, foram mobilizadas de imediato três equipas da Companhia de Operações Especiais (COE) da GNR pelos oficiais do Destacamento de Trânsito. O objectivo seria efectuar vigilância discreta ao veículo, na expectativa de aparecerem os ladrões.

Só que, ao tomar conhecimento da operação, o Comando Territorial de Setúbal "começou a entrar em contacto com os destacamentos, ordenou que a viatura fosse vigiada por elementos dos NIC e colocou várias patrulhas a controlar os acessos ao local". Fruto ou não do aparato policial, o certo é que os ladrões não apareceram e a missão foi abortada, causando "grande indignação aos elementos do COE", lamentou a nossa fonte.

Confrontado com esta questão, o 2º comandante territorial de Setúbal, major Tavares Belo, limitou-se ontem a confirmar a acção. "Montámos uma operação no terreno na expectativa de capturar os indivíduos, o que não foi possível", afirmou o oficial, recusando comentar a "táctica utilizada". A viatura foi devolvida ao proprietário.

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