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Apoios para agricultores vão demorar a chegar

“Não é possível pagamentos rápidos e períodos de candidatura longos”, diz ministro.

08 de março de 2018 às 09:04

Os apoios para os agricultores de Faro, Olhão, Castro Marim e Vila Real de Santo António que sofreram prejuízos com o tornado de domingo não vão ser imediatos. O ministro da Agricultura, Capoulas Santos, justificou ontem a demora pelo "longo" período de candidaturas aos apoios.

"Não é possível ter pagamentos rápidos e períodos de candidatura longos", referiu o ministro, na comissão parlamentar de Agricultura e Mar. "Até ao final da semana será feito um levantamento", explicou Capoulas Santos. Depois segue-se o período de análise e a publicação da portaria que vai enquadrar os apoios.

Até ao momento foram identificadas 15 explorações agrícolas afetadas, a maioria a norte de Faro, por onde o tornado passou antes de seguir em direção a Olhão. Em seguida, provocou estragos em Altura, Castro Marim, e no concelho de Vila Real de Santo António.

Também ontem, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) atualizou para 18 o número de derrocadas em arribas junto a praias, registadas em resultado do temporal que, desde quarta- -feira da semana passada, se abateu sobre o Algarve. A de maiores dimensões aconteceu terça-feira, na praia dos Careanos, em Portimão, com um volume de cerca de 200 m3. A APA diz que, até maio, vai manter a "rotina de observação e registo" da evolução das arribas e, caso se justifique, irá executar intervenções para "minorar o risco" de desmoronamentos antes da época balnear.

Já o pontão do Guadiana, em Vila Real de Santo António, que ficou danificado, vai ser alvo de uma intervenção nas próximas semanas.

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