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Correio da Manhã

Portugal
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“Apontaram-me pistola à cabeça”

Foi com o rosto marcado pelo nervosismo e os olhos húmidos de emoção, que José Augusto Silva, o farmacêutico de 54 anos, que em Julho de 2005 foi alvejado durante um assalto à farmácia Nobel, em Guimarães, ouviu o autor do disparo que o deixou paraplégico relatar todos os factos. Antes tinha contado com pormenores os momentos de terror vividos durante o roubo que o atirou para uma cadeira de rodas.
12 de Março de 2011 às 00:30
Manuel (na foto) participou no assalto que acabou por deixar José Augusto paraplégico
Manuel (na foto) participou no assalto que acabou por deixar José Augusto paraplégico FOTO: Fatima Vilaça

"A pistola esteve sempre apontada à minha cabeça", lembrou José Augusto, que ficou convencido de que o objectivo do tiro era para o matar. "Queriam garantir que não os reconheceria", afirmou.

Na primeira sessão do julgamento, que ontem começou em Guimarães, Alfredo Monteiro, que na noite do assalto empunhava a pistola, confirmou que os dois arguidos, Francisco Rámon e Manuel Gonçalves, ambos com 27 anos, participaram no assalto.

"O Francisco foi à farmácia e quando voltou disse que havia muito dinheiro. Fomos dar uma volta e decidimos voltar lá para a assaltar", contou o rapaz que, na altura, tinha 14 anos. Alfredo Monteiro, preso em Paços de Ferreira por outros roubos efectuados já depois de ter feito 16 anos, disse ainda terem voltado à farmácia, cerca das 03h45, no dia 5 de Julho de 2005, acompanhado por Manuel. Disse que o segundo arguido, Francisco, os esperou no carro.

Manuel, por seu turno, confirmou ter participado no assalto, mas garantiu que o amigo Francisco não tinha integrado o grupo. E disse que não estava no exterior da farmácia.

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