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Correio da Manhã

Portugal
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Arguido admite que esmurrou Angelina

O brasileiro acusado pelo homicídio qualificado da pequena Angelina, a menina de dois anos que morreu vítima de agressões no dia 13 de Setembro de 2006, disse ontem ao colectivo do Tribunal de Albufeira que está “arrependido” mas alega ter desferido apenas três socos contra a criança.
14 de Junho de 2007 às 00:00
Arguido responde apenas por homicídio qualificado. O crime de violação não foi apurado
Arguido responde apenas por homicídio qualificado. O crime de violação não foi apurado FOTO: Joasé Carlos Campos
A Acusação rejeita a versão e garante que Robi “agrediu-a reiteradamente” a “soco e a pontapé no abdómen, tórax, membros superiores e inferiores.
De acordo com a Acusação, lida ontem na primeira sessão de julgamento pelo presidente do colectivo, juiz Espírito Santo, Robi estava a jogar ‘playstation’ e o choro de Angelina, que ficava ao seu cuidado, incomodava-o. Perdeu a paciência e agrediu-a.
Ao tribunal Robi revelou que Angelina caiu de costas, batendo com a cabeça no chão. Depois levanto-a mas ela vomitou. Como estava sonolenta, deitou-a na cama. Só muito mais tarde decidiu acordá-la e como não se segurava de pé, pediu ajuda aos vizinhos que chamaram a ambulância. Angelina foi levada ao centro de saúde de Albufeira e depois para o Hospital Distrital de Faro onde foi submetida a uma intervenção cirurgia de urgência. A autópsia detectou lesões abdominais e pélvicas no fígado, intestino delgado, hematoma abdominal, contusões hemorrágicas, lesões na cabeça e ainda enfarte do miocárdio. A violação não foi provada. Para a Acusação Robi estava ciente que Angelina era uma criança indefesa e as lesões podiam matá-la. O indivíduo incorre na pena máxima de 25 anos de prisão.
DEFESA PEDE PERÍCIA MÉDICA
Robi Gomes Galvão vai ser submetido a uma perícia médica-psiquiátrica solicitada pela Defesa, a cargo do advogado João Carlos Normanha, nomeado pelo consulado do Brasil.
O homicida confesso de Angelina foi internado duas vezes devido a depressão, no hospital prisional João de Deus, em Caxias, desde que se encontra preso preventivamente. Em ambas as situações o internamento demorou um mês. O arguido recebeu, aliás, alta na segunda-feira para estar presente no julgamento.
O tribunal quer aferir se Robi era ou não imputável à data do crime e se padece de doença do foro psiquiátrico que de algum modo tenha afectado a sua capacidade de avaliação da ilicitude dos factos. A perícia foi solicitada ao Instituto de Medicina Legal.
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