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Arguido confessa que usou a navalha

Nuno Barros, acusado da morte de Mário Santos, na madrugada de 6 de Agosto de 2007, admitiu ontem no Tribunal de S. João Novo, que abriu a navalha durante a rixa com o outro jovem, mas disse que não se lembrava de o ter esfaqueado. Mário morreu vítima de quatro facadas nas costas e uma no peito.

15 de abril de 2008 às 00:30

O arguido responde pelo crime de homicídio simples e está em prisão domiciliária com pulseira electrónica. Nuno arrisca uma pena de prisão até 16 anos.

Os factos passaram-se junto à discoteca Kizomba, no Centro Comercial Stop, quando um grupo de rapazes se desentenderam ainda no interior do espaço de diversão. Já nos corredores do centro comercial, Nuno e outros dois rapazes envolveram-se num rixa com Mário.

Foi o que confirmou ontem a testemunha Jorge Silva, porteiro do Stop à época dos acontecimentos. "Este era o que estava mais nervoso, sempre a entrar e a sair do Kizomba", disse o porteio identificando Nuno, que estava sentado no banco dos réus.

"Eram três contra um, andaram à porrada e depois vi o que morreu a cambalear mas nunca pensei que tinha sido esfaqueado", contou a testemunha, que afirmou não ter visto a navalha apreendida depois no carro que transportou o arguido ao hospital, para tratar um golpe na mão.

O procurador do Ministério Público insistiu em "quem é que se dirigiu a quem e disse é aquele ?". O porteiro não teve dúvidas em responder que tinha sido Nuno a correr em direcção a Mário, mas que este também não fugiu. Mário enfrentou os três rapazes e acabou com cinco facadas mortais.

"Foi a primeira vez que vi um indivíduo de peito aberto", referiu o porteiro sobre o estado da vítima quando o viu já caído junto à entrada do Kizomba.

À data dos factos, Nuno tinha 17 anos e Mário tinha 19. Os motivos da rixa não estão esclarecidos, mas os depoimentos em tribunal indicam algum excesso de álcool e atitudes descontroladas.

Ontem, a mãe da vítima disse ao tribunal que o filho era um suporte fundamental da família e que desde a sua morte "ficou tudo de pernas para o ar e que ninguém tem vontade para nada." Mário trabalhava na construção civil e entregava em casa os 500/600 euros de salário.

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