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Correio da Manhã

Portugal
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ARGUIDOS EM SILÊNCIO NO CASO BT

Uma reviravolta na estratégia da Defesa dos 25 militares da Brigada de Trânsito de Albufeira e dos dez empresários acusados de corrupção, que estão a ser julgados pelo Tribunal local, levou os arguidos a decidir não prestar, “por ora”, quaisquer depoimentos e traduziu-se na anulação, ontem, das sessões que tinham sido marcadas até ao dia 12 de Novembro.
29 de Outubro de 2003 às 00:00
De acordo com um dos defensores, Tibério Pinto, a decisão dos arguidos – que contraria o que tinha sido anunciado na primeira sessão, na qual 16 deles (12 militares, entre os quais o primeiro-sargento Joaquim Garcia, acusado de liderar a alegada ‘associação criminosa’, e quatro empresários) tinham manifestado a intenção de prestar declarações em Tribunal – teve a concordância de “todos os advogados de Defesa”.
Tibério Pinto admitiu, porém, que os arguidos “poderão vir a falar” em audiências posteriores. Fernando Cabrita, que representa 12 dos arguidos, frisou que “o silêncio é um direito que lhes assiste”. “Eles têm o direito de exercer a defesa como melhor lhes parecer”, adiantou. Devido a esta situação, a segunda audiência do julgamento, ontem de manhã, no Auditório Municipal de Albufeira, foi preenchida com a apresentação de requerimentos, um dos quais do primeiro-sargento, no sentido de ser transferido do presídio militar de Tomar, onde se encontra actualmente, para Albufeira.
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