Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
9

Arqueólogos descobrem canhoneiras no antigo quartel-general luso-britânico

As escavações arqueológicas deste verão no Forte do Alqueidão (Sobral de Monte Agraço), considerado o posto de comando do general Wellington durante as invasões francesas, puseram a descoberto duas canhoneiras que vêm enriquecer o património a visitar pelos turistas.
24 de Agosto de 2011 às 09:56

Artur Rocha, arqueólogo que coordenou as escavações, disse à Lusa que durante os trabalhos "foram descobertas duas canhoneiras" das 12 referenciadas nos mapas cartográficos do Forte do Arqueidão, que tinha "mais canhões e um paiol maior do que os outros fortes por acolher um maior contingente militar".

A descoberta das duas canhoneiras, que estão em fase de restauro e de musealização, "vêm enriquecer o circuito de visitação dos fortes" no âmbito da Rota Histórica das Linhas de Torres, projecto que envolve os municípios de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira.  

Já identificado na cartografia, Forte do Alqueidão, chamado Quartel do Governador, foi pela primeira vez escavado na totalidade em 2009 e os arqueólogos acreditam tratar-se do posto de comando das Linhas de Torres Vedras do general Wellington, que comandou as tropas luso-britânicas contra o exército francês, no período das invasões francesas, entre 1807 e 1814.

"Estrategicamente era um ponto muito importante dentro do forte e tinha acesso visual privilegiado em relação à maior parte dos paióis

[zona de armazenamento do material de guerra] e às posições de canhões das Linhas de Torres Vedras, por isso pode ter servido como posto de comando", apontou o arqueólogo. No Forte do Alqueidão, foram ainda descobertos vestígios de uma ocupação pré-histórica que remonta ao paleolítico e que até agora era desconhecida.

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)