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Correio da Manhã

Portugal
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Arranca julgamento de condutor que atropelou mortalmente duas mulheres na Guarda

Arguido de 30 anos está acusado de dois crimes de homicídio por negligência grosseira e de um crime de condução perigosa.
Lusa 2 de Novembro de 2018 às 18:38
Tribunal da Guarda
Caso está no Tribunal da Guarda
Tribunal da Guarda
Caso está no Tribunal da Guarda
Tribunal da Guarda
Caso está no Tribunal da Guarda
O Tribunal da Guarda começou esta sexta-feira a julgar o condutor de um veículo ligeiro que, em janeiro, atropelou mortalmente duas mulheres, com 71 e 78 anos, numa avenida daquela cidade.

O arguido, com 30 anos, está acusado de dois crimes de homicídio por negligência grosseira e de um crime de condução perigosa de veículo rodoviário agravado pelo resultado.

Na primeira sessão do julgamento, o coletivo de juízes ouviu o arguido e várias testemunhas arroladas no processo.

Segundo o advogado José Igreja, defensor do arguido, este "quase não sabe o que se passou [no dia do acidente] e pediu desculpas".

"Passou muito mal esta situação. Toda a família [do arguido] está ao lado da família das vítimas. Estamos cá para ajudar a fazer justiça", disse o advogado à agência Lusa, no final da primeira sessão do julgamento.

José Igreja adiantou que o condutor contou que ao passar no local onde se deu o acidente, onde circulava "a mais de 50" quilómetros por hora, "o carro escorregou para a direita e não conseguiu segurá-lo".

"O pneu [da roda dianteira do lado direito] fura-se quando toca no lancil e a partir daí o carro segue em frente. Há ali alguma coisa que corre mal", disse o advogado.

Segundo José Igreja, o sinistro ocorreu "numa curva que é um ponto negro da Guarda e ninguém dá conta", indicando que "já houve mais de 30 acidentes" no mesmo local.

O acidente aconteceu no dia 21 de janeiro, pelas 16h45, numa curva da Avenida Cidade de Bejar, que faz a ligação entre a Guarda-Gare e o centro da cidade, no sentido ascendente.

Segundo a acusação, o arguido circulava, "pelo menos, a 90,04 quilómetros por hora" e não conseguiu efetuar a curva "na totalidade", atropelando mortalmente as duas mulheres.

O documento refere que o piso "encontrava-se, na altura, seco e limpo e em bom estado de conservação".

O Tribunal da Guarda ouviu hoje várias testemunhas, incluindo algumas pessoas que assistiram ao acidente.

As famílias das vítimas pedem uma indemnização cível no valor global de 210 mil euros.

A segunda sessão do julgamento está agendada para as 09h30 do dia 28.
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