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Correio da Manhã

Portugal
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Arrisca 25 anos por matar dois em casa de alterne

O Ministério Público de Vila Real de Santo António pediu uma pena de 25 anos de prisão para o homem que, a 24 de Maio de 2011, assassinou Rita Inês, de 47 anos, gerente de uma casa de alterne, em Vila Nova de Cacela, e o segurança, João Paulo, de 23 anos.
30 de Junho de 2012 às 01:00
Luís Almeida responde pelo homicídio de duas pessoas numa casa de alterne em V. N. de Cacela
Luís Almeida responde pelo homicídio de duas pessoas numa casa de alterne em V. N. de Cacela FOTO: LUIS COSTA

O magistrado do MP, nas alegações finais do julgamento que decorre no Tribunal de Vila Real de Santo António, pediu 20 anos por cada um dos homicídios e pelo uso de arma proibida. Em cúmulo jurídico, exigiu a pena máxima de 25 anos.

O arguido, Luís Almeida, de 43 anos, divorciado, está ainda sujeito ao pagamento de indemnizações às famílias das vítimas, requeridas pelos respectivos advogados.

Em tribunal, Luís Almeida confessou os crimes. "Fui expulso do bar, acusado de me estar a masturbar na sala. O segurança e o barman arrastaram-me para à rua, onde fui espancado. Fui a casa buscar a arma e matei os dois", confessou Luís Almeida aos juízes, que percorreu 25 quilómetros até Odeleite, onde reside, para ir buscar a arma. "Regressei ao bar, vi o João Paulo, a cerca de quatro metros, e acertei-lhe na nuca. Vi a Rita esconder-se e, a um ou dois palmos de distância, atingia-a na cabeça", recordou o duplo homicida em tribunal.

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