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Correio da Manhã

Portugal

Arte sacra roubada

Duas telas a óleo e duas colunas em talha dourada do século XVIII foram furtadas da Ermida da Senhora do Pilar, em Algoz, Silves. O assalto foi comunicado, ontem, à GNR de Silves e à Polícia Judiciária de Portimão.
10 de Março de 2006 às 00:42
Os autores do furto arrombaram a porta do templo – classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1993 mas que se encontra praticamente ao abandono –, serraram as colunas e cortaram as telas, deixando para trás os caixilhos. O valor das peças levadas não foi divulgado.
A ermida é considerada um “magnífico exemplo da arquitectura religiosa barroca”. O retábulo-mor, em particular – delimitado pelas colunas torsas agora furtadas, as quais dominavam a composição – é descrito pelo Instituto Português do Património Arquitectónico como um dos “melhores exemplos algarvios onde se testemunha a transição do estilo Nacional para o Joanino”.
Quanto aos dois painéis furtados – representando Santa Bárbara e Santa Luzia – ladeavam a tribuna central da ermida, em tempos ligada ao culto da fertilidade.
Para a presidente da Câmara de Silves, o furto destas peças de arte sacra é “lamentável”. “Algoz tem um espólio muito valioso a esse nível, de tal forma que até estamos a pensar criar lá um museu de arte sacra”, revelou Isabel Soares.
A investigação destes crimes compete à Polícia Judiciária, que já alertou as entidades religiosas para a necessidade de inventariarem o património dos templos.
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