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Correio da Manhã

Portugal
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ASAE fecha três bares por falhas de higiene e horário

Mais um raide da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) resultou, na madrugada de ontem, no encerramento de três bares na zona de Lisboa.
19 de Maio de 2007 às 00:00
Inspectores comprovaram qualidade dos alimentos e bebidas, bem como a existência de licenças de funcionamento e de condições técnicas
Inspectores comprovaram qualidade dos alimentos e bebidas, bem como a existência de licenças de funcionamento e de condições técnicas FOTO: Tiago Sousa Dias
A operação Romeo, centrada em bares e discotecas da zona do Parque das Nações, Cais do Sodré, Sintra, Queluz e Massamá, visava sobretudo fiscalizar alimentos, bebidas, CD e licenças de funcionamento.
As várias brigadas da ASAE entraram em acção às primeiras horas de sexta-feira, dividindo-se pelos alvos previamente definidos. Dos 20 estabelecimentos inspeccionados, as autoridades decidiram encerrar três bares: dois por falta de higiene e um por funcionar além do horário autorizado.
Simultaneamente, foram aplicados 16 processos - um processo-crime e 15 contra-ordenações -, destacando-se a apreensão de CD de música (usurpação de direitos de autor), falta de implementação dos princípios HCCP (controlo de pontos críticos das instalações) e insuficiência de condições técnicas.
Um proprietário de um dos estabelecimentos encerrados, na zona de Massamá, confessou ao CM a sua surpresa pela acção de fiscalização e preferiu não se alongar em comentários. “Não há muito a dizer. A brigada considerou que não há condições, por isso vamos ter de suspender e fazer as alterações necessárias”, disse, sem querer identificar-se.
Um dos agentes envolvidos na operação esclareceu que “após a suspensão do estabelecimento os proprietários terão de fazer uma limpeza e, quando entenderem que está tudo em condições, depois chamam--nos para uma nova inspecção”.
Por seu lado, José Costa, proprietário do Cool Café – um dos bares inspeccionados no Parque das Nações que não apresentaram infracções –, não se mostrou incomodado com a fiscalização. “Já fomos alvo de várias inspecções. É obrigatório cumprir as regras, e esse também é o nosso interesse. O único reparo que faço é a hora da acção, pois é quando temos mais clientes, e alguns ficam assustados”, afirmou ao CM. Porém, a ASAE não pareceu incomodar um grupo de jovens estrangeiros que se divertiam ao som da ‘Marcha de Lisboa’, indiferentes aos agentes que invadiam a cozinha.
"AS COISAS ESTÃO A MELHORAR"
Lurdes Gonçalves, directora regional de Lisboa e Vale do Tejo da ASAE, manifestou ao CM a sua satisfação pela forma como decorreu a operação. “Podemos considerar que foi uma acção com bons resultados. Em fiscalizações anteriores havia instaurações de processos em quase todos os estabelecimentos. As coisas estão a melhorar mas ainda há muito a fazer”, revelou a coordenadora da inspecção ontem realizada.
Lurdes Gonçalves sublinhou ainda a forma positiva como as brigadas foram recebidas: “Não temos tido problemas, uma vez que as nossas acções têm um carácter pedagógico.”
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