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Correio da Manhã

Portugal
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Assaltada quarta bomba em cinco dias

O quarto assalto no espaço de cinco dias a um posto de combustíveis do Algarve rendeu pouco mais de 100 euros, todo o dinheiro que se encontrava, ao fim da tarde de anteontem, na caixa da revendedora da Cepsa, na estrada entre Alcantarilha e Armação de Pêra, no concelho de Silves.
4 de Janeiro de 2007 às 00:00
O assaltante fez-se passar por um cliente normal do posto
O assaltante fez-se passar por um cliente normal do posto FOTO: Rui Pando Gomes
Um homem alto, magro, de cabelos escuros, com cerca de 30 anos, vestido com um blusão azul-escuro e calças de ganga, colocou óculos de sol quando entrou na loja do posto e, depois de todos os clientes saírem – estariam cinco ou seis no estabelecimento, na altura –, dirigiu-se à caixa, com um chupa-chupa na mão. Ao aproximar-se da funcionária, disse por três vezes “Dá-me o dinheiro”, mostrando o que pareceu ser o cano de uma arma de fogo escondida no bolso do blusão, onde manteve sempre uma das mãos.
O comportamento do homem, que se fazia deslocar num Renault Modus de cor cinzento-prata, roubado no Aeroporto de Faro, não despertou suspeitas, pois, segundo o responsável do posto, Rui Bernardo, “agiu como um cliente normal e actuou de cara descoberta, nada levando a supor o acto que iria praticar”.
Um funcionário do posto, Nuno Calvino, ainda esboçou uma tentativa para interceptar o homem à saída da loja, mas recuou, pois a empregada da caixa fez-lhe sinal de que o assaltante tinha uma arma na sua posse.
Ainda assim, e depois de um momento de hesitação, Nuno Calvino correu para o carro e conseguiu entrar por uma das portas de trás. “Agarrei-lhe o pescoço mas ele acelerou e acabei por sair da viatura, face à possibilidade de o homem ter na sua posse uma arma de fogo”, revelou ao CM.
A caixa do posto “nunca tem mais de 250 euros, pois a partir desse valor os funcionários, por uma questão de segurança, colocam as notas no cofre”, refere Rui Bernardo, justificando o fraco pecúlio do assalto. Na altura, a máquina de tabaco estava aberta, devido a um problema técnico, contendo no interior cerca de cinco mil euros em dinheiro, que não foi roubado.
'PECAS' ESTEVE NO LOCAL
O bando do ‘Pecas’, suspeito da morte do chefe Sérgio Martins, da PSP de Lagos, tentou assaltar o posto da Cepsa entre Alcantarilha e Armação de Pêra há pouco mais de um ano, na madrugada de 8 de Dezembro de 2005, mas sem sucesso. Foi utilizada uma carrinha Ford Transit, tendo o condutor accionando a marcha-atrás, tentado forçar a entrada na loja. O objectivo passava pelo roubo da caixa multibanco ali instalada, numa das primeiras tentativas de actuação do grupo segundo este ‘modus operandi’, depois utilizado noutros assaltos. No caso, registaram-se apenas danos materiais.
ROUBOS
JUDICIÁRIA INVESTIGA
A Polícia Judiciária está a investigar o caso tendo ouvido ontem a funcionária da caixa. De acordo com os dados já recolhidos, aparentemente não haverá uma relação entre este assalto e os outros registados no Algarve.
CARRO ROUBADO
O carro usado pelo criminoso para se deslocar foi roubado, poucas horas antes do assalto, no parque de uma empresa de aluguer de automóveis, próximo do Aeroporto de Faro.
VAGA DE CASOS
A onda de assaltos a postos de combustível da região começou na sexta-feira, em Moncarapacho (Olhão), e prosseguiu no dia 1 de Janeiro em Faro e Boliqueime (na A22).
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