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Correio da Manhã

Portugal

Assaltam loja de ouro e fecham vítima no WC

Uma funcionária de uma loja de compra e venda de ouro, em Oeiras, viveu, na manhã de anteontem, momentos de terror quando dois jovens armados entraram naquele espaço e a sequestraram. Teve um dos ladrões sentado em cima dela enquanto era obrigada a revelar o código do cofre, foi agredida com uma coronhada na cabeça e ainda trancada, durante vários minutos, na casa de banho. Os ladrões levaram 300 euros em dinheiro, cerca de 2000 em peças de ouro, e os pertences da vítima.
21 de Dezembro de 2011 às 01:00
Ladrões deixaram mulher trancada na casa de banho da Ouromar e fugiram na direcção do mercado
Ladrões deixaram mulher trancada na casa de banho da Ouromar e fugiram na direcção do mercado FOTO: Mariline Alves

A Polícia Judiciária de Lisboa já está a investigar o ataque à loja Ouromar, em pleno centro de Oeiras, mais uma vez com recurso a violência física. De cara destapada e com uma pistola escondida, os dois ladrões entraram na loja pelas 10h30, com o pretexto de irem avaliar uma peça de ouro. Enquanto um fechou a porta, o outro aproximou-se da vítima com um fio, ao que tudo indica falso. De forma inesperada, sacou então da pistola, agarrou a vítima pelo pescoço e derrubou-a.

Caída no chão e dominada, a mulher, de cerca de 35 anos, com o ladrão sentado em cima do corpo e sob mira da pistola, foi obrigada a revelar o código do cofre, sendo depois trancada no WC, altura em que levou uma coronhada.

Sem qualquer oposição, os ladrões revistaram, então, toda a loja de compra e venda de ouro. Tiraram todo o recheio do cofre, fechado num pequeno armário, vasculharam gavetas, dossiers com ficheiros de clientes, tendo ainda roubado a mala pessoal da funcionária com telemóvel, carteira e documentos. Depois fugiram a pé, tomando a direcção da Câmara Municipal.

LOJAS DE COMPRA DE COMPRA DE OURO ALVO DE LADRÕES ARMADOS

"Entrou aqui com uma faca, ameaçou-me de morte. Foi horrível". Foi visivelmente transtornada que a funcionária de uma loja de compra e venda de ouro, na rua dos Dezassete, em Santa Maria da Feira, contou ao CM os momentos de pânico que viveu ontem. Um ladrão armado, com a cara tapada, ameaçou a mulher para lhe roubar ouro e relógios. Depois, ainda fugiu no carro da empregada.

O roubo aconteceu cerca das 14h30 de ontem, mal a loja abriu para o turno da tarde. A funcionária tinha acabado de chegar, quando foi surpreendida por um assaltante, que usava óculos escuros e boné para evitar ser reconhecido. Ao ver o ladrão de faca em punho, a mulher temeu pela vida. "Fui obrigada a dar tudo o que tinha. Fiquei com medo". O homem armado, que ameaçou a empregada de morte, levou relógios e ouro, num valor que ontem ainda estava a ser apurado pelos proprietários da loja. Depois, o ladrão roubou as chaves do carro da funcionária e pôs-se em fuga. O veículo foi encontrado a alguns quilómetros da loja, sem os valores que a mulher guardava lá dentro.

"Este já é o segundo assalto em duas semanas. Não sei o prejuízo que vou ter agora, mas só da última vez foram três mil euros", contou ontem ao CM um dos sócios do espaço, ainda bastante abalado com a situação. "Cada vez é mais difícil manter o negócio a funcionar, mas com estes assaltos ainda é pior. Já não há quem queira trabalhar em lojas de valores, porque as pessoas têm medo dos assaltos nesta área", adiantou ainda o comerciante.

O Núcleo de Investigação Criminal da GNR da Feira tomou conta da ocorrência. À hora de fecho desta edição, o ladrão ainda estava a monte e a ser procurado pelas autoridades.

"A CAMINHO DA SELVAJARIA"

A revolta estava estampada no rosto da meia centena de pessoas que em Cernache do Bonjardim, Sertã, acompanhou ontem o funeral de Lúcio Costa, o ourives, de 65 anos, morto com um tiro à queima-roupa na cabeça, durante um assalto à sua ourivesaria, em Lisboa. "Este País está a caminhar para a selvajaria, porque só um animal sem escrúpulos e sem sentimentos é capaz de abater, desta forma, uma pessoa idosa e indefesa", afirmou ao CM o primo José Baptista, de 83 anos. José Gomes, de 64, conhece a família e espera que os assassinos sejam capturados e "a justiça tenha mão pesada porque se tratou de um crime brutal e desnecessário". Um sentimento partilhado por Luís Alves, um taxista de 58 anos, que considera que "os tribunais são demasiado brandos com os criminosos".

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