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Correio da Manhã

Portugal
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Assaltante espalha notas pelo chão

Um homem armado de caçadeira, apoiado por um cúmplice que o esperou na viatura usada para a fuga, roubou ontem a dependência bancária do Santander Totta, no centro da Mealhada. Ao sair ainda deixou cair algumas notas que foram apanhadas por populares que as entregaram aos responsáveis do banco.
26 de Setembro de 2007 às 00:00
O Audi TT preto foi estacionado na rua lateral ao banco
O Audi TT preto foi estacionado na rua lateral ao banco FOTO: Francisco Manuel
Passavam poucos minutos das 09h30 quando o indivíduo, de cara descoberta, vestido de preto e armado de caçadeira, irrompeu pelo banco, ameaçando o funcionário da caixa. Uma cliente, que ainda contava o dinheiro que tinha acabado de levantar, apercebendo-se do assalto, fugiu até um supermercado próximo, “muito aflita, a gritar que havia um homem com uma arma para matar muita gente e caiu desmaiada no chão”, recorda a proprietária do estabelecimento Madalena Moreira, que nem se atreveu a sair “com medo das balas”.
O criminoso saía pouco depois do banco, calmamente, mas não hesitou em empurrar uma popular junto da porta, entrando depois no Audi TT preto, com matrículas falsas, estacionado na rua lateral e onde o aguardava um cúmplice. Ao arrancar, ainda embateram num automóvel estacionado naquela local.
O alvoroço e os gritos vindos do banco rapidamente juntaram vários populares à porta. Uma testemunha, que não quis ser identificada, afirma que “estava a apanhar algumas notas que o ladrão deixou cair no chão, quando o Audi passou e alguém gritou: É ele, é ele.”
Um carro da Brigada de Trânsito, que surgiu momentos depois, ainda tentou a perseguição, mas sem sucesso. “Não demoraram mais do que dois minutos a sair atrás deles”, conta outra testemunha. Faustino Marques, um ex-bancário que passava no local, garante que também tentou ir atrás dos assaltantes, mas perdeu-os de vista junto ao tribunal.
Imediatamente todo o dispositivo de segurança foi accionado e as estradas em redor foram passadas a pente fino pela GNR, BT e PSP de Coimbra, mas até ao final do dia de ontem o carro ainda não tinha sido detectado.
PJ ACREDITA EM "ACTO ISOLADO"
O assalto à agência da Mealhada do Santander Totta pode ter sido orquestrado por apenas um indivíduo, auxiliado por um cúmplice. Fontes da PJ, contactadas pelo CM, afastam para já a possibilidade de se tratar de uma deslocação da onda de assaltos a bancos no Grande Porto, preferindo centrar a investigação num “caso isolado”.
A mesma fonte lembra que, na região Centro, a taxa de resolução e detenção de implicados em assaltos a dependências bancárias está “muito próxima dos 99 por cento”, o que justificaria “uma menor apetência” dos grupos organizados para aí deslocarem o seu foco de interesse.
PORMENORES
FUGA ACELERADA
Os assaltantes arrancaram no Audi TT, primeiro com alguma calma, depois de forma acelerada. Alguns metros à frente quase atropelaram uma mulher, que no último instante conseguiu saltar para o passeio.
AMEAÇA AO CAIXA
O indivíduo que entrou no banco só exibiu a caçadeira quando se aproximou do caixa, obrigando-o e entregar todo o dinheiro que ali havia, cujo valor não foi possível apurar.
ESTREIA EM ASSALTOS
Esta dependência do Santander Totta está a funcionar na Rua 25 de Abril apenas desde o início deste ano. Até ali funcionava numa rua próxima, mas menos movimentada.
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