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Correio da Manhã

Portugal
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Assaltante vai ao banco duas vezes

A primeira vez actuou sozinho, à segunda levou um cúmplice. O cidadão espanhol acusado de dois assaltos à mão armada à mesma agência bancária, em Parceiros, Leiria, fez desaparecer mais de 40 mil euros em sete meses.
21 de Abril de 2008 às 00:30
A agência do BES em Parceiros, Leiria, onde ocorreram os roubos
A agência do BES em Parceiros, Leiria, onde ocorreram os roubos FOTO: Francisco Pedro

Quando a Polícia Judiciária lhe deitou a mão, encontrou a pistola calibre 9 mm e uma máscara de Carnaval usada nos assaltos, mas do dinheiro roubado nem sinal. O indivíduo que o acompanhou no segundo assalto também desapareceu sem deixar rasto.

Assim, Miguel C., de 42 anos, vai sentar-se sozinho no banco dos réus, no próximo dia 7 de Maio, no Tribunal de Leiria. Responde por dois crimes de roubo e um de furto.

Segundo o despacho de Acusação do Ministério Público, o primeiro assalto ocorreu a 28 de Agosto de 2006. O arguido entrou no banco, tapou o rosto com uma meia de licra, apontou a pistola ao pescoço da funcionária e obrigou-a a dar-lhe o dinheiro. Em menos de cinco minutos, apoderou-se de 25 910 euros. Antes de sair, fechou a bancária e uma cliente na casa de banho.

Quatro meses depois, voltou à mesma agência. Ia acompanhado com um indivíduo não identificado, levava uma pistola e o rosto coberto por uma máscara de Carnaval. Enquanto o cúmplice vigiavaosclientes,roubou15 040 euros. Fugiram os dois num carro furtado.

PROCURADO PELA POLÍCIA ESPANHOLA

O arguido é de nacionalidade espanhola e apresenta várias semelhanças com o famoso assaltante de bancos, que ficou conhecido como ‘El Solitário’. Também gostava de actuar sem companhia e era procurado pela Justiça do país vizinho – para cumprir uma pena de seis anos de prisão por crimes de roubo. Num dos assaltos, envolveu os dedos com fita adesiva para não deixar impressões digitais, como fazia Jaime Giménez. Disfarçou--se com uma máscara a imitar uma pessoa idosa e apresentou queixa contra os inspectores da Polícia Judiciária que o interrogaram. Na contestação às acusações do Ministério Público alegou inocência. Toxicodependente assumido, foi detido em flagrante quando efectuava um assalto à mão armada a um posto de abastecimento de combustíveis. Pendia sobre ele uma pena suspensa de dois anos e meio de prisão, por crimes de roubo em Portugal. Chegou a território nacional no início de 2006 e nunca trabalhou.

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