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Correio da Manhã

Portugal
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“Assalto à bomba destruiu-nos tudo”

"Acordei com o som e o clarão. Foi um estrondo tão grande que saltei da cama e vim a correr descalça para a loja. Não conseguiram levar dinheiro, mas destruíram-nos tudo à volta com o assalto à bomba. O prejuízo é total. Desta vez vamos fechar mesmo, é insuportável aguentar os custos", lamenta Cristina Moisés, dona da papelaria arrasada no ataque à caixa multibanco no bairro das Campinas, em Idanha, Belas, Sintra, na madrugada de ontem.
12 de Dezembro de 2012 às 01:00
Cristina Moisés, 37 anos, ficou com ferimentos nos pés devido aos vidros espalhados pelo chão da sua papelaria, que vai agora ter de encerrar
Cristina Moisés, 37 anos, ficou com ferimentos nos pés devido aos vidros espalhados pelo chão da sua papelaria, que vai agora ter de encerrar FOTO: Vítor Mota

Segundo o CM apurou, os assaltantes furtaram um carro anteontem em Lisboa e colocaram as matrículas noutro – um Audi que depois usaram no assalto. E durante a madrugada de ontem forçaram cinco outras caixas ATM – nas zonas de Rio de Mouro e Queluz – com o objectivo de iludir as autoridades, obrigadas a responder aos alarmes que disparam na central.

Depois, pelas 05h15, injectaram gás no multibanco em Belas e provocaram a explosão, que se fez ouvir em todo o bairro. "O meu marido ainda viu três homens a correr para o carro e a fugir na direcção da auto-estrada [A16]", acrescenta Cristina Moisés. O grupo foi detectado a passar pela Via Verde na saída de Cascais, mas não foi, até ontem à noite, preso.

Apesar da destruição provocada, os assaltantes fugiram de ‘mãos a abanar’, pois não conseguiram chegar ao cofre com as malas cheias de dinheiro. A papelaria Moisés já tinha sido alvo de uma tentativa de assalto semelhante em Junho deste ano, mas, na altura, os assaltantes não conseguiram provocar a explosão do gás que tinham inserido no interior da caixa.

A loja, aberta há dois anos, "não vai voltar a abrir". "O negócio caiu 80 por cento este ano e já tínhamos planeado fechar no dia 24. Agora, o fecho é certo", lamenta Cristina Moisés, mãe de duas crianças, de três e 14 anos. A Judiciária investiga o assalto.

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