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Correio da Manhã

Portugal
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"Assalto ao aeroporto" em Beja treina capacidades da Força Aérea

Real Thaw 2017 reuniu forças nacionais e estrangeiras.
Lusa 14 de Março de 2017 às 18:30
Exercício Real Thaw 2017
Exercício Real Thaw 2017
Exercício Real Thaw 2017
Exercício Real Thaw 2017
Exercício Real Thaw 2017
Exercício Real Thaw 2017
Exercício Real Thaw 2017
Exercício Real Thaw 2017
Exercício Real Thaw 2017
Exercício Real Thaw 2017
Exercício Real Thaw 2017
Exercício Real Thaw 2017
Exercício Real Thaw 2017
Exercício Real Thaw 2017
Exercício Real Thaw 2017
Exercício Real Thaw 2017
Exercício Real Thaw 2017
Exercício Real Thaw 2017
Exercício Real Thaw 2017
Exercício Real Thaw 2017
Exercício Real Thaw 2017
Exercício Real Thaw 2017
Exercício Real Thaw 2017
Exercício Real Thaw 2017
Exercício Real Thaw 2017
Exercício Real Thaw 2017
Exercício Real Thaw 2017

Um "assalto" ao aeroporto conduzido com sucesso foi o cenário escolhido pela Força Aérea Portuguesa (FAP) para o exercício de hoje na base de Beja, reunindo forças nacionais e estrangeiras que treinaram capacidades e experiências comuns.

Designado "Real Thaw 2017", o exercício anual da FAP reuniu na Base Aérea n.º 11, Beja, aeronaves portuguesas, dos EUA, da Bélgica, da NATO e de Espanha, numa demonstração de meios e capacidades, a que assistiram o chefe do Estado-Maior da Força Aérea, Manuel Rolo, e o secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrello.

Seis caças F-16, 3 F-18, 3 aviões C-130, uma aeronave C-295, um aviocar, dois caça-bombardeiros Alpha-Jet e um DA-20, aeronave de guerra eletrónica, descolaram na base de Beja, numa operação coordenada pelo tenente-coronel João Rosa, que desenhou o programa dos 12 dias do exercício.

A missão consistia no resgate de um prisioneiro por uma equipa do Destacamento de Ações Especiais da Marinha, que entrou em ação após as aeronaves garantirem o "controlo aéreo" da zona e assegurarem um "corredor livre" para a libertação.

Um cenário "muito próximo" do que acontece nos teatros de operações onde os militares portugueses e dos países aliados estão empenhados, disse.

"Isso acontece frequentemente no Afeganistão, na Líbia ou na Síria em que nós temos tropas amigas muito perto de tropas inimigas. Para as aeronaves lá em cima é muito difícil saber quem é quem e então nós temos controladores aéreos tático avançados que garantem que o piloto emprega o seu armamento no sítio certo e não no sítio errado", disse.

As aeronaves empregues hoje "são caças cujo trabalho é proteger de ameaças aéreas direcionados ao solo", explicou, frisando que são também treinadas operações como recolha de pessoal não militar em território hostil, largada de carga e evacuações médicas.

"Isto na prática traduz-se em capacidade, a aviação não é uma coisa que se vai ao `Google´ aprender como se faz, e a melhor maneira de o fazer é mesmo aprender com outros, partilhando a informação", defendeu João Rosa.

Para o governo, afirmou por seu lado o secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrello, o "Real Thaw" é um exercício "fundamental que treina atividades que as Forças Armadas treinam e praticam todos os dias nos cenários em que estão empenhadas".

"São essenciais para a capacidade de resposta, para o nível de prontidão e para a qualidade do produto operacional das nossas Forças Armadas que é reconhecida pelos nossos aliados", disse.

Ao longo de 12 dias, o exercício, que termina dia 17, reúne 3500 militares de seis países e da NATO.

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